Thursday, March 23, 2006

watch out, Ari.

Quinta, 23 de março de 2006, 10h11
10% dos ingleses usam roupa de baixo por 3 dias

Um em cada dez ingleses usa a mesma roupa de baixo por três dias seguidos, de acordo com uma enquente feita por uma academica da Universidade de Manchester.

O levantamento de Gaynor Lea-Greenwood, professora de marketing de moda da Manchester Metropolitan University, afirma que 5% da população também admite que veste calcinhas ou cuecas pelo avesso para poder usar as roupas de baixo por mais um dia.

"Temos muito que aprender nesse departamento", diz Lea-Greenwood, que admite que os ingleses têm "idéias curiosas sobre limpeza".

Mais da metade da população também guarda e ainda veste roupas de baixo de 10 a 20 anos atrás, segundo a mesma enquete.

Mas há variações regionais: 34% das pessoas em West Midlands (centro-oeste), onde fica a cidade de Birmingham, pulverizam perfume nas calcinhas ou cuecas para elas cheirarem melhor.

Somente 17% dos ingleses do sudoeste do país (Exeter e Devon) fazem o mesmo, e 19% passam perfume na roupa de baixo no nordeste do país, onde fica Newscastle.
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and then again, Laundry Day deve ser um feriado nacional na Inglaterra (as in once a year).
é por essas e outras que ah love mair'ca.
( I love america, seus dois stuck-ups que não entendem nada que não tenha um posh accent)

Tuesday, March 21, 2006

Resistir e Avançar, sempre.

Por favor, aqui.

Then here.

Double-check it, please.

Ça serait de la merde?

Monday, March 20, 2006

Bruna de Blair



(é isso que acontece quando Bruninha vai ao cinema...)

às vezes a gente sai de foco.


normalmente isso acontece quando estamos juntos. :D

Monday, March 13, 2006

Parangolé.

Resolvi protestar.
As últimas notícias que relacionaram Londres e o Brasil na semana passada foram sobre nosso Ilmo. Sr. Presidente da República e o mais musical de seus auxiliares (sic), Ministro Gilberto Gil, aquele que eu respeito desde que não se candidate ao Governo do Rio de Janeiro (por Diós!!!). Assim, resolvi publicar aqui uma historinha de Bruna Gil enviada estes dias pelo msn corporativo. Fiz algumas adptações livres, baseada em matérias do Terra como esta, sobre TV Digital e PARANGOLÉ. Hein?!

Presidente Lula encontra Ministro Gil:
_o/ _o_ oi!!!!

Ministro Gil:
_ô_ _o_ olha meu parangolé!

Presidente Lula:
_ô_ \o_ me dá!

Ministro Gil:
/ô\ \o_ nãããão!!!

<ó> ^\o_ minha cultura!

Presidente Lula:
_ó_ _ô_ tchau!

Ministro Gil:
_ó> que /istréis/... préciso rélaxar...

_o-`´ e assim o Ministro produziu fog fora de época na terra da Rainha.

Sunday, March 12, 2006

**cri... cri... cri...**

...não se vá, blog... não se váááááá!

Thursday, March 02, 2006

Acho que a definição do "tema" é aqui e agora.

"Estive querendo escrever algo de uma vez por todas, inaugurar os gerúndios e os erros de concordância..."

Vamos combinar o seguinte: eu concordo que gerúndio é péssimo. Mas ele reflete a língua falada. E aqui temos um reflexo deste reflexo da língua [um blog]. Logo, creio que devas te prender aos teus próprios critérios. Até porque se quiseres tens como editar tudo o que eu e Bruninha escrevermos [eu não me oponho de forma alguma - ao contrário, agradeço!!!].

Temos aqui no blog o que uma vez Bakhtin referiu como um "ato de fala impresso", que constitui igualmente um elemento da comunicação verbal. O ato de fala impresso deve ser um objeto de discussões ativas sob a forma de diálogo e, além disso, é feito para ser apreendido de maneira ativa, para ser estudado a fundo, comentado e criticado no discurso interior sem contar as reações impressas, institucionalizadas, que se encontram nas diferentes esferas da comunicação verbal.

Livre-se das tuas amarras. E poste os teus textos logo! :)

Wednesday, March 01, 2006

Assim, de cara, quero deixar bem dito que

Assim, de cara, quero deixar bem dito que não foi culpa minha. Recebi o memorando em tempo hábil e assimilei as reprimendas em silêncio. Estive querendo escrever algo de uma vez por todas, inaugurar os gerúndios e os erros de concordância, quebrar de uma vez com este silêncio abjeto, porém sempre havia alguma coisa em meu caminho – alguma coisa invariavelmente mais interessante do que meus pareceres ensimesmados da vida.
Primeiro, foi a viagem. Quando a simbólica fita vermelha que lacrava este blog foi cortada, o hímen rompido, a garrafa de champagne barata quebrada no casco, eu estava com minha mochila imperialista da Nike nas costas conhecendo algumas cidades uruguaias pelas quais havia cruzado de carro em idas anteriores.
Depois veio o cinema, seis sessões seguidas: Memórias de uma Gueixa, Johnny & June, Syriana, Boa Noite e Boa Sorte, Match Point e Fora de Rumo.
Em seguida, interveio o curling. O curling, como vocês todos sabem, é uma das modalidades das Olimpíadas de Inverno, e, de longe, meu esporte favorito. Consiste em lançar, sobre o deslizante gelo primeiro-mundista, peças de vinte quilos em direção a três círculos coloridos sobrepostos situados na outra extremidade da cancha. A equipe que conseguir posicionar, ao fim da rodada, a(s) pedra(s) mais próxima, vence a etapa. Entre um lançamento e outro, um par de varredores esfrega freneticamente a pista para moldar a superfície conforme a necessidade da equipe, impulsionando ou travando as pedras deslizantes. O curling, meus caros, é a mais nobre das contendas. Além do quê, qualquer esporte que não exija esforço físico ou produza suor, seja puramente estratégico[1] e permita que se tome um chazinho entre um lançamento e outro, é um esporte digno de ser chamado de meu.
Por fim, prenderam-me os livros. Como passaria o feriadão do tal carnaval junto à minha família, no interior do interior, muni a fatídica mochila imperialista da Nike com três edições previamente selecionadas: “Humano, Demasiado Humano”, de Nietzsche; “Inside the Whale”, de George Orwell; e “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe. Acabei os devorando compulsivamente e ignorando por completo o tal post inicial.
Além do quê, havia uma certa ruptura interna quanto à linha editorial a ser seguida, uma discussão da qual escolhi não participar, procurando habituar-me com o fato de que serei voto vencido por aqui devido a um mero detalhe anatômico. (Inclusive, senhoritas, não recebi o briefing das resoluções tomadas quanto a isto. Vai virar oba-oba, é? Lavaremos roupa suja em público e tudo o mais, hein?).
Enfim, o gelo foi rompido de maneira breve e eficiente – não ousaria acostumar-vos com performances suntuosas por saber que o nível não poderia ser mantido por muito tempo (as pessoas cansam, a relação se desgasta, o conformismo puxa uma cadeira na sala e fica por lá, e quando menos se percebe estamos assistindo Oprah ou lendo as páginas de economia do jornal de sua preferência).
“Deus te livre, leitor, de prólogos longos. A citação é de Quevedo, que, para não cometer um anacronismo que com o tempo seria descoberto, jamais leu os de Shaw”.
E “Deus te livre de rir disso”, leitor.
Porque o primeiro é de Borges e o segundo, de Goethe.
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[1] Porque, por mais que eu mande cartas irritadas àquele suposto Comitê, com C maiúsculo, não há jeito de reconhecerem War como uma modalidade olímpica oficial.

You've got mail

Adoro receber sedex no trabalho.

É como se fosse um reminder de que existe vida além do cubículo que habito. Como se fosse um sinal. Me sinto como a civilização egípcia quando recebeu visitas alienígenas, que construiram as pirâmides para eles. Inicialmente, as pirâmides seriam em forma de cilindro, mas o arquiteto alienígena errou os cálculos no software dele¹. Os egípcios deviam estar lá, entediados com a rotina de subir e descer pelo rio nilo, adorar diversos deuses e o blá blá blá de sempre... quando, de repente, recebem esta visita inusitada, e são lembrados de que there's more to acrobat than just reader, you know?

Pois bem. Hoje recebo uma caixa grande e pesada. Pensei com os meus botões que deveriam ser catálogos dentro da caixa, folders, etc.. essas coisas que nós, os marketeiros, fazemos.

Não me deixei abalar pela falta de esperança por um conteúdo interessante, e abri a caixa com a mesma voracidade de uma criança de 5 anos ganhando presentes de aniversário de uma tia gorda (por mais que você saiba que certamente não passa de um par de meias, você abre o pacote como se fosse um PlayStation 3).

E não é que era mesmo um presente? Sim!!
Um dos meus fornecedores me enviou um canivete suíço cromado.

Só podia ser brinde da minha agência de marketing. Só eles para pensar nas necessidades do cliente em todas as ocasiões, inclusive na vontade devastadora que todos os integrantes do mundo corporativo têm de cortar os pulsos. A agência pensa nisso. Ela manda até o canivete. Cromado.

¹ Antes que historiadores sem imaginação me enviem hate mail dizendo que as pirâmides não foram construídas por alienígenas, e que não existia softwares, eu explico: História é muito boring. Absorvi 50% do que a professora dizia, e o restante eu completei com detalhes de minha autoria - como estes citados acima - para tornar a matéria mais interessante. Minhas notas são prova de que esta tese ainda não é quite understood na sociedade, mas estamos trabalhando nisso.