Wednesday, September 17, 2008

Eu tb vi! Eu tb vi!!!

A bola de feno que passou aqui! :D

Eu acho q precisamos comecar a third season do blog. E considerar essa como fase de manutencao. E voltar a escrever so qdo eu estiver em Lisboa. E, oi, tudo bem que nos queremos estar em Paris. Mas nao estamos, entao... Devemos manter Paris? Sera q devemos mudar o nome do blog? Passo por um momento de auto-afirmacao, me ajudem.

Acho valido uma discussao em torno do tema.

(bleargh)

Wednesday, September 10, 2008

e o enterro, vai ser quando?

pelo menos diz que vai ter balao surpresa, please.

Thursday, August 21, 2008

.... bola de feno ....

acabou de passar uma, gente.

Sunday, July 20, 2008

Onde eu morro um pouquinho por dentro com a agenda musical de Porto Alegre para o restante do ano de 2008



E, é claro, o único show interessante (Drexler, of course) teve os ingressos esgotados em duas horas.

Thursday, July 03, 2008

Could you spell it, please?

Fui bookar um hotel pra um colega, Tom Morrow. A mocinha da central de reservas me perguntou para quem era a reserva e eu disse: 'For Tom Morrow'. E ela: 'I meant the name of the person -- do you want to book a hotel for TOMORROW?' Eu dei uma risadinha, disse q TOM era o nome e MORROW o sobrenome e sem mentira ela ficou uns 3 minutos rindo e repetindo o nome da criatura, dizendo nao acreditar q alguem poderia ter aquele nome (okay... nem foi tao engracado assim!); perdeu totalmente a compostura de atendente com frases prontas.

**********
O tiozinho da van q fretei pra me mudar da ultima vez, brasucao, ficou em duvida sobre o postcode la de casa, E6, e resolveu perguntar: 'E de EDIVANIO?'

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A moca do hotel no 'interiorrrr' da Inglaterra foi soletrar o codigo de uma reserva minha, COS1234: "C for charles, O for oyster, S for SIERRA(!!)". Aham!

Tuesday, June 24, 2008

A comedia corporativa continua...

Achei interessante trazer para este espaco uma abordagem corporativa para o humor ingles. O cartaz a seguir esta colocado no armario de material de escritorio do departamento onde trabalho, mais especificamente no armario de canetas e marcadores de texto. :)



Tudo em nome do 'customer experience'. :)

Friday, May 09, 2008

haha, quê?

daí que esses dias recebi um business card. sim, com a mudança de apartamento, meu landlord (a.k.a. senhorio, nas terras lusitanas) mandou a imobiliária dele vir aqui tirar fotos do apê e tudo. então ela me entrega seu cartão de visitas, para que eu entre em contato com ela se um dia eu precisar de uma consultora imobiliária.

tudo bem postar o cartão aqui porque, citando aquele comentário no melhor post ever, "ainda bem que ninguém lê essa merda de blog, não é mesmo?"(beesha passada, 2008)


olhando o cartão assim, de frente, até parece normal.





mas experimenta virar o cartão....








(.... suspense ....)











jóinha.

Tuesday, May 06, 2008

conversa de domingo, pós futebol

rafa diz:

seja meu bode expiatório
pago bem.

caio diz:

hm. podes pagar em fuzilamento expresso da torcida do inter que não cessa de buzinar nos meus ouvidos?

rafa diz:

foram 8 gols, meu caro.
ouvi algumas buzinadas palmeirenses tb.

caio diz:

poderiam ter sido 69 gols
ainda assim não é civilizado

rafa diz:

estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
que é civilidade.

caio diz:

que ao menos o homoerotismo trouxesse às comemorações alguma, sei la, finesse.
sabe, high fives silenciosos. talvez um yay mas contido. um brinde.
afinal de contas, estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.

rafa diz:

se corressem nus, eu assistiria.

caio diz:

pintos balançando não são assistíveis.
é uma das regras de freud: se os pais forem surpreendidos no meio do sexo pelo filho pequeno, é sempre SEMPRE a mãe que deve acudi-lo
a última coisa que o filho quer ver é um homem peludo de pau de fora caminhando na sua direção

rafa diz:

que seja seu pai, claro.
tire os pêlos, e a imagem ahn..
ok, sao tempos difíceis.

caio diz:

agora: se os jogadores estivessem vestidos e sentados em circulos no campo lendo e comentando, digamos, a poesia de t.s. eliot - aí sim o futebol seria assistível e apreciável
e, vá lá, numa tarde especialmente inspirada (leituras de dostoievski a partir de nietzsche), a gente se permitiria uma buzina ou duas.

rafa diz:

não imagino os jogadores discutindo poesia, confesso
- é a gente tamo analisando o simbolismo de eliot. tem umas inspiração meio francesa, né? eu se questiono de onde vem.

caio diz:

bom, aí entraria o técnico. ao invés de treinar a equipe no 4-2-2 ofensivo, dois alas subindo para o ataque, ele concentraria suas preleções na semiótica, crítica literária e, para os jogos fora de casa, ontologia
ontologia é a retranca filosófica
e a metafísica equivale a xingar a mãe do juiz

rafa diz:

podes bolar um plano de propedêutica literária aplicada ao futebol.
mas compreender o porquê das coisas não deve ser a melhor das aptidões daqueles que correm atras da bola porque ela deve encostar na rede.
o mundo é só o que se apresenta, sem deveres.

caio diz:

kant te odeia nesse momento.
no final das contas, tudo se resume a monty python.
e bola pra frente que o jogo só acaba quando termina.

Tuesday, April 29, 2008

título de residência = JESUS

daí que o cara da imigração nem 'oi' me deu. nem oi! só carimbou a droga do passaporte, no questions asked. recomendo.

Thursday, April 24, 2008

Damn you globalização

Oi: que mundo é este onde eu fico sabendo que Os Mutantes lançaram um novo single através de um site gringo?

No pub, la pela terceira pint de Guinness

- Can I have a Guinness, please?
- Pede num plastic glass!
- Pra que?
- Ai, sei la, esses copos aqui... Jura q sao lavados direito... Corre o risco de pegar aquela doenca... Aquela q se pega no beijo tb...
- Hmmm... To tentando lembrar o nome...
- Ai... Como eh mesm--

(chega a cerveja)

- ai, meningite... nao... estafilococos? ai, nao... por dios, q sac--
- ASPAS?
- Hein?
- Eh, aquela q a gente pode pegar se alguem tem, pelo beijo.
- Ahm... tu quis dizer HERPES?

Nao conseguimos continuar o dialogo devido as interminaveis gargalhadas. E muito menos lembrar o nome da p***a da doenca...

Cheers, Supergrass...



Well, well, adoraria ser a Bru numa hora dessas, ou pelo menos te-la por perto para usar como ghostwriter. Como ela nao chegou a tempo pra me acompanhar no show, vamos ver o q eu consigo fazer…

Comeco contando que ontem era dia de Sao Jorge e como boas inglesas que somos, fomos pro pub beber o santo antes do show comecar. Chegamos no finalzinho da banda Seargents, que abriu pro Supergrass, e eu pessoalmente achei-a depre e inglesinha e blasezinha demais, mas a Carina gostou. Como ela eh faz parte do meio musical e eu so flerto (!!) com ele , acho que pode ser considerada para quem quiser conhecer 'a titulo de curiosidade' (ja que quando a gente escreve sobre musica ou arte eh livre para fazer criticas construtivas ou destrutivas, me faco valer desse direito. Nao gostei pq me deixou down. Eh um bom argumento? :P Prosseguindo...)

Pontualmente britanicos, nine o'clock entraram os guris do Supergrass. Ja nos primeiros momentos tive a certeza de que o pocket show que assisti ha algumas semanas, DE GRACA, em Camden, foi de uma qualidade acustica infinitamente melhor. Motivo obvio: a estrutura da Koko, que used to be a theatre, nao se compara ao Astoria.

- 'O show do Supergrass foi no Opiniao', comentou a Carina num acesso de bairrismo explicito.

Ok, um Opiniao umas 3 vezes maior, mas a estrutura e acustica muito parecidas mesmo. (alguem falou em bairrismo aqui?) A diferenca de qualidade de som de um teatro pra um 'ginasiozao' eh indiscutivel. Ainda assim, Supergrass sempre eh um show super bacana de se assistir. Os fas ingleses de carteirinha, alguns impressionados com o fato da banda 'fazer sucesso no Brasil' (!!), e mais ainda ao nos verem singing along com os caras, disseram o mesmo. Isso a gente nem comenta, afinal Supergrass eh definitivamente 'prata da casa'...

Quanto ao setlist, o Gaz Coombes mostra-se empolgadissimo com o novo filho, Hoo Ha Man, super aclamado por fas e critica por aqui. Uma empolgacao madura, nada mecanica e que me faz orgulhosa de sentir uma banda que curto ha quase 15 anos adulta, porem com a mesma verve juvenil, sem cair no cliché da 'introspeccao' a que muitas vezes a 'experiencia' leva o roque (e os roqueiros), na minha modesta e nada especializada opiniao.

Varias musicas do novo album ainda nao estao 'tao' na boca da galera quanto 'Pumping on the stereo', mas grande coisa. O Gaz segue daquele jeito inglesamente querido, continua tocando o que gosta pra quem gosta de ouvir e nem cogitou levar pro palco os hitzinhos Alright e Grace desta vez. Certo q eu esperava ouvir uma das duas (Alright de preferencia), pois marcou muito meus bons tempos de Fabico… Mas na sequencia veio 'Moving' e, confesso, diante do baixista Micky Quinn, lagriminhas encheram os olhos.

Eu jamais poderia ser critica de musica, como da pra notar neste texto (alias, critica desta ou de qquer coisa, na verdade), pois nao consigo me concentrar tanto na qualidade do som quanto no sentimento que cada acorde me provoca… Dessa vez nao foi diferente e me deixei levar e relembrar coisas boas que aconteceram ao som de Supergrass. Pra completar a magia, no final do show, a palheta do baixista eh arremessada pro publico e cai na minha frente, aos meus pes, diante da grade de protecao. O seguranca pega e entrega na minha mao (apos alguns 'plisplispliiiiiiiiiiiiis', claro). Minutos apos, apesar dos meus hitzinhos nao terem comparecido, o bis veio com 'Caught by the fuzz', anunciado com todo o carinho que o primeiro single que projetou os garotos pro mundo merece. E cantado, e celebrado, e pulado e vibrado pelo publico likewise.

Super, super, super MESMO! :)

Monday, April 21, 2008

Aforismos para humilhação pública

Descobri que tinha me liquidado quando, dentre os 24,7gb de mp3 do meu ipod, escolhi conscientemente uma música dos Engenheiros do Hawaii pra tocar.

Friday, April 18, 2008

Wednesday, April 16, 2008

Da arte

Porque não tenho nada de relevante para dizer, e porque fui sorteado o próximo a postar (resultado da votação: 2x1), resolvi compartilhar uma passagem de Heidegger[1] sobre estética. Enjoy.

P – Por meio do estético ou, digamos, pela vivência em seu âmbito, a obra de arte já se torna antecipadamente objeto de sentimento e representação. E somente quando a obra de arte se tiver transformado em objeto é que se poderá tornar questão de museu e exposição...
J – e também de crítica, de valor e preço.
P – A qualidade artística se torna então fator preponderante na experiência moderna e contemporânea da arte.
J – Ou digamos logo: no comércio e mercado da arte.
P – A determinação do que é artístico, porém, se dá em função da criatividade e da maestria.
J – Será mesmo que a arte repousa no que é do artista ou será o contrário? Falar do que é do artista traz sempre o primado do sujeito...
P – como sujeito que se correlaciona com a obra como objeto.
J – Tudo que é estético pertence a este enquadramento.
P – Trata-se de um enquadramento tão insidioso, isto é, abrangente, que pode aprisionar qualquer outra experiência da arte e de sua essência.
J – Abarcar sim mas nunca apropriar-se.
(HEIDEGGER, Martin. A Caminho da Linguagem. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. p.109)

______
[1] Não seria eu que deixaria de ressaltar que Heidegger dava com força pra Hannah Arendt, seria? Pois dava.

Tuesday, April 01, 2008

tá bom, mãe.



@ banheiro, luton airport.

Sunday, March 30, 2008

Acabou a tristeza sazonal!

E daí tem gente que chama os pobres ingleses de mau humorados, frios, etc, etc. Tadinhos... Descobri neste inverno o significado da palavra SAD, que vem de uma doença causada pela baixa luminosidade solar: Seasonal Affective Disease. Imaginem o seguinte: mesmo quando a gente ama a noite, tem a luz do dia pra usufruir e pro corpo fazer sua "fotossíntese". Mas de repente, por uns 3 meses, o dia praticamente inexiste. E por mais notívagos que sejamos, falta alguma coisa... Uma tristeza repentina aparece, vontade de não fazer nada... E ao mesmo tempo festa animada, cervejas inúmeras, vida de verdade acontecendo... Tipo: peraí, pq depressão?? Não fazia sentido pra mim. Um belo dia, do nada, resolvi digitar SAD no google e encontrei este link. E me dei conta mais uma vez que os ingleses inventaram QUASE tudo, inclusive estimuladores de luz solar. :)

Já to morrendo de saudade pelos 20 e poucos dias que ficarei longe de Londres... Só aqui sou sad mas sou feliz! rá! :) BTW, era. Agora começa o verão, os festivais, as tulipas e a temporada de bora pra Cornuália ver mar e calor europeu... :)

Wednesday, March 26, 2008

Notícias do front

Porto Alegre comemora, hoje, 236 anos de provincianismo.

Vai ter balão surpresa.

Sunday, March 23, 2008

FÁLICO!



uma imagem vale mais do que mil palavras.

Wednesday, March 19, 2008

Orwell tinha razão: eu sou uma música dos Los Hermanos

Eu descobri que o google me tem all figured out. Descobri que cada clique que eu dei pela internetosfera nos últimos, sei lá: séculos, está registrado em uma coisa que certamente é contra a lei mas quem em sã consciência processiaria o gúgou? E tenho certeza que eles têm tudo amarradinho e que bisbilhotar a vida alheia consta em alguns dos parágrafos miúdos de termos e condições que eu aceitei sem ler. Maldito analfabetismo.

Anywho, eu fiquei decepcionado (vai: um pouco orgulhoso, mas decepcionado nevertheless) com a boamocice do meu histórico. Eu sou quase uma música dos Los Hermanos. E tirado uma coisa que outra que não faz absolutamente nenhum sentido ('um cemitério de sensações?', hein? oi?) e uma declaração de amor (o blogue da Bruna nos top clicks), eu sou praticamente um exemplo de responsabilidade artê-internética.

Sentimento de mil vós apertando simultaneamente as minhas bochechas

Sunday, March 09, 2008

WTF?

Vejam com os seus próprios olhos que a terra portoalegrense (eventualmente) ainda há de comer:

http://www.lookslikepoa.com/

Prêt-à-porter londrino?
Nova coleção primavera-verão na Europa?
Não, é Porto Alegre mesmo.

COMO ASSIM looks like POA? Desde quando a minha grande cidade pequena dita as temdemcias da moda?

Me abstenho de comentários.
Mi-a-ca-bo.

beijomeliga, portalegre!

Friday, March 07, 2008

na na na na na na



apenas para registrar que nesta bela tarde de sexta-feira, enquanto os mortais (cofcofarianecofcofcaiocofcof) trabalham, eu sento no terraço da minha modesta cobertura e aproveito o abundante sol europeu. também gostaria de adicionar que dou todo o meu apoio moral para vocês que colaboram com o mundo empresarial. muito bem, continuem assim. e, se alguém passar pela cozinha, traz mais iced tea, por favor? grata.

ps: depois de ver esta foto, eu decidi que precisava pegar um pouquinho de sol e talvez assim parecer um tanto menos marilyn manson-ish.

Thursday, March 06, 2008

Post retroativo.

Eu tava limpando minha mailbox hoje e encontrei esse e-mail e, bem, achei importante deixá-lo aqui para marcar um momento lindo em que eu vinha pra casa pensandoeuamovoceisdois ao me dar conta que a gente nao ri neste blog nem um milionésimo do que ri fora dele e que mesmo quando trágicas nossas históricas tornam-se cômicas contando sempre com boas doses de sarcasmo e então resolvi colar a mensagem aqui para marcar esse momento lindo e não sei pq está saindo sem pontuação mas acho que deve ser a influência do caio pelo que li antes mas na ordem vem a seguir...

[pausa para respirar]

Once upon a time, numa terra muito, mas muito distante (era do lado de lá do Guaíba - quem vai pro lado de lá do Guaíba, anyway?), existia uma empresa chamada Hell. Inserida, sem ambiguidade, neste modelo incrível de gestão e ferramentas de marketing estava Ariane, mais tarde conhecida como Ariane, a Deusa, Elfa dos prazeres supracelestiais (e os de baixo também). E Ariane, certa vez, tentou seduzir o não tão élfico Caio num não tão familiar sofá vermelho numa não tão reputada casa noturna portoalegrense. Mas Caio disse: this ship has sailed e Ariane complementou: eu tenho que te apresentar para a Bruna. Então Bruna, elfa par excellence, também pequena gafanhota, nos cantou o hino do Canadá e o que a gente não faz pela Celine Dion? E a coisa toda ia muito bem, Ocidente nunca mais, até que Ariane diz adeus estou indo para Londres e Caio diz até mais estou indo para Paris e Bruna diz: the fuck? e mais tarde vai para Lisboa. Então Hell is no more. E nesse exato momento, vinteeduasevinteenove do dia vinte de dezembro, em que A e B reunem-se em Londres sem C (vocês já tinham visto isso? ABC? e pensar que somos didáticos!), C tenta olá estar presente avacalhando, mas não muito, com AB. Mas é só A de Amor, B de Baixinho, C de Come-back-or-I-shall-kill-you. Ah, the love.

(from C to AB, Christmas, 2007)

Minha vida em Londres eh um filme...

Hoje precisei ir ao banco na hora do almoco. (querido diario... :P)

Como trabalho na City ha poucas semanas e ainda nao conheco bem onde ficam as coisas, decidi 'ser gauche na vida' e caminhar, pois afinal isto eh um centro financeiro e nao estou a muito mais do que 10 passos largos de qualquer banco do mundo. Qual nao foi minha surpresa ao cruzar a primeira sinaleira e ler na esquina da rua que eu iria caminhar: "FLEET STREET". Ra! Que massa! :) 'Trabalho do lado da Fleet St e vou caminha-la agora! Sera que tiro uma foto?', penso. Naaaa…

Mais dois passos e… UMA BARBEARIA!!!! Nao deu, no photos, mas tive que mandar uma text message pra Brubs:

A: To caminhando na fleet st, tri sem querer, eh do lado da [empresa das outras quatro letrinhas]. E tem uma barber shop na esquina! Hahahaha
B: nao entra nela!!!
A: hahahahahahahahaah serio to rindo mto!
B: hahaha bom, ne! te cuida
A: piorou: tocando killer song no mp3! Hahahahahaha vou morrer - de rir!

Felizmente tinha a Miss Pacheco-Gil-McCririe-Hallman pra me aconselhar, obviamente nao entrei na barbearia e sobrevivi para contar a historia. E mais: descobri q a mince pie do café ao lado da barbearia esta sem-pre em promocao.

Alguem quer fazer encomendas? :)

[assovios macabros da Killer Song]

Wednesday, March 05, 2008

My private Amélie Poulain vai comigo à Porto Alegre.

A Sabrina não é francesa, apesar de ter amado Paris. Não tem qualquer vergonha dos homens ao redor de si e ao contrário: a fase é de prospecção intensa!

Mas acredita na bondade e pratica-a em cada segundo da sua vida. É uma sonhadora e acho que nos identificamos - e muito - uma com a outra por estarmos em fase contínua de realização de sonhos. Nossos sonhos, porém, não são coisas grandiosas e ambiciosas de serem atingidas. São simples e para quem olha de fora talvez pareçam até mesmo bobos. E por esses e outros motivos que resolvi chamá-la de minha private Amélie Poulain - filme que, aliás, ela nunca assistiu!

A Sá nasceu na longínqua Coronel Bicaco. (Hein?)

É, pois, lá mesmo.

Cresceu em meio a uns 7.500 habitantes e celebrou a adolescência na próspera Humaitá (!!!). O ar cosmopolita que ela atribui a estas cidades que ficaram para trás e aguardam ansiosamente sua visita a fim de entregá-la as chaves pelas mãos do prefeito, desfilá-la em carro aberto e, claro, entrevistá-la na rádio certamente tem a ver com o que o futuro havia reservado para o seu destino: o mundo! Todas essas deferências decorrerão do fato da Sabrina, segundo consta, ser a segunda bicaquense em Londres.

Um feito histórico, sem sombra de dúvidas.

De Bicaco para o Mundo e, vejam bem, SEM escalas: a passagem 'pela capital' teve apenas o objetivo de levá-la para dentro do avião que a traria para Londres - a primeira viagem de avião da sua vida! (Fácil de entender, né: nao é necessário avião ou metrô para ir de Bicaco à Humaitá…) Assim, Sabrina não conhece o Ocidente, nunca ouviu falar em Lanchera, jamais experimentou um xis salada do Cavanhas na madruga, nunca comeu um cachorro quente do Rosário ou um sorvete da Cronck's e tampouco caminhou de mãos dadas com alguém nas tardes mornas de primavera na Redenção. Mas ela sonha com isso e todo o resto ainda mais simples que-ela-ainda-nem-sonha que vai ver, mesmo já tendo descoberto que curry não faz bem pro seu delicado estômago, comido foie gras na noite de reveillon em Paris, saboreado um sorvete Berthion de 8 euros 'a bolinha', tomado adoráveis bordeaux e ser fã de snake bite, aprendido tudo sobre as regras do Rugby, viajado para a guapa Barcelona e levar uma ordinary life na capital mundial da cultura. Também adora teatro e as festinhas de domingo do Walkabout de Shepherd's Bush.

A Sá domina Londres e os English Speakers como a maioria dos brasileiros provindos das grandes-cidades-grandes sonha em um dia dominar. É a alegria dos neo-zelandeses e australianos - e o sonho de consumo de todos os brasileiros para os quais a apresentei! Não, ela nao tem mais interesse pelo 'sotaque' brasileiro. Bem, deixa estar. Além de Porto Alegre a Sá vai conhecer também o Rio - e os cariocas. E tenho certeza que vai falar a mesma língua e amar, pois quem sabe amar Paris sabe amar o mundo.

De qualquer forma, o mais importante deste post: será sua primeira vez em Porto Alegre. Cidade que, segundo ela, nao conhecer representa um gap em sua vida.

Então, deu pra ti, gap.

Tenho agora a deliciosa tarefa de apresentar minha grande cidade pequena do coração para a grande amiga que, depois de todas essas experiências internacionais, certamente vai enxergá-la como uma pequena cidade grande… Porto Alegre, prepare-se para receber a Miss Coronel Bicaco a partir de 30/04!



>> Sá num dos pubs mais antigos de Londres tentando situar os amigos citando as "maiores e mais conhecidas cidades" (pra ela) gaúchas proximas a Coronel Bicaco.

Tuesday, March 04, 2008

Poalondonarei!

Tenho poalondonado pouco, eu sei. Ou poalondado, como queiram. MAS tenho andado ocupada viajando pelos Alpes, sendo querida com ingleses (as), franceses (as) e agentes de imigracao* e, claro, com meus artistas prediletos que chegam em Londres aos poucos... Gostaria, neste momento e antes de ser criticada, de amolecer o coracao dos meu co-colaboradores (!) e citar YURGEL, 2006, em e-mail/carta enviado a esta que vos escreve:

"Me intriga a cadência peculiar com que trocamos notícias, como que imersa em um tempo próprio, mais espaçado, porém não menos interessado e saudoso. É apenas um tempo outro, marginal à distância contudo dela consciente, aguardando aquele momento propício em que a espera transborda em um e-mail para então se retrair novamente, voltar pro oceano, formar uma nova onda, rebentar e se esparramar pela areia com calma, sempre com calma."

[... suspiros...]

Justificado meu silencio com estas doces palavras, vamos ao que interessa. Estava eu pesquisando coisas sobre o Balao Magico pra minha sobrinha que nunca teria ouvido falar do grupo nao fosse ter herdado meus vinis, quando chego na Wikipedia, por acaso, e descubro o seguinte:

Mike - Hoje toca músicas brasileiras em Londres, onde mora.

E mais:

Michael Biggs (16 de agosto de 1974) é um cantor brasileiro, filho de Ronald Biggs, o famoso ladrão inglês que ficou famoso ao assaltar o trem pagador. Fez parte do grupo musical infantil Turma do Balão Mágico, que também contava com Simony, Jairzinho e Tob.

hahahahahaha

Adorei o 'famoso' antes do ladrao ingles, como se fosse um qualificador pro tal larapio!

Mas vou procurar o Mike CERTO e tirar fotos e pedir autografo. So pra poalondar! Sera q o fato dele ser filho de um 'famoso ladrao ingles' deixou o sucesso subir para a cabeca e ele sera de dificil acesso?

* Oficiais de imigracao. Dessa vez peguei (nao literalmente, ne gente!) dois tiozinhos bonachoes, um em Grenoble, outro em Londres. O primeiro eu ofereci meus documentos TODOS, ao que ele agradeceu, SEQUER OLHOU pra ver se os documentos existiam mesmo e disse que eu era muito 'gentil e simpatica'. Hein?! Tio-ooo, alguem ja te disse q tu tem obrigacao de revisar meus documentos de nao-cidada europeia? Ok, ok. Agora tenho certeza: sorrir para oficiais de imigracao abre as portas de qualquer lugar no mundo. Passaporte e sorriso no rosto. Score!

Monday, March 03, 2008

tá, vai dizer que não lembra um pouquinho?



vagamente, não? ah, pessoalmente garanto que a semelhança era ainda maior. tipo, sorridente e carismática demais para uma cantora de fado.

ps: não é minha culpa que esta câmera não funciona direito, nem minha ela é. ema ema ema (não é meu problema).

ps 2: não, eu não virei habitué das casas de fado. nem venham.

Friday, February 29, 2008

"eu sempre quis uma casa com uma porta vermelha"



- simples, tu compra uma casa e a gente pinta a porta de vermelho.
- não, não pode ser assim! a casa já tem que vir com a porta vermelha!!
- ah daí tu complica. onde que tu vai achar uma casa com uma porta vermelha?
- tem que ter uma.

worry not, srta. ariane! gostaria de avisar que já achei a tal casa, situada em uma das inúmeras sinuosas e estreitas ruas de coimbra.

Tuesday, February 26, 2008

Essas inglesas fantasticas e suas perguntas maravilhosas...

- Ari, does one reserve a motel room, or does one just turn up & hope for the best??

Minha amiga Srta Bird ainda esta impressionadissima com a ideia do que vem a ser um motel. Ela teve contato com o 'conceito' (sim, afinal, moteis so existem em filme por aqui e sao aqueles hitchcockianos -- bem sem graca e sujos, de beira de estrada) atraves de uma amiga que foi com o namorado carioca (!) conhecer o Rio de Janeiro ha 6 meses e contou, meio chocada, meio maravilhosa, sobre as 'rooms run by hour'. Eu sou a primeira amiga brasileira da Bre e desde que nos conhecemos ja ouvi toda a sorte de perguntas acerca do assunto. As perguntas manterei em sigilo para nao destruir com a imagem puritana e a (questionavel) reputacao das inglesinhas amigas, logicamente.

Ari: manja o que eu encontrei


Bruna, veja como as coisas são: depois que a Ari bebeu o mundo disfarçada atrás daquela carinha de santa[1] e trocou selinho com almas que aqui não mencionarei, e Caio babou por seres que acabaram atuando como motoristas devido ao nível alcoólico no sangue dos donos dos carros, e a dona da festa terminou ajoelhada no banheiro vomitando, e a coisa toda evoluiu com champagne sendo tomada direto do gargalo na frente do Cord (deus...) e logo em seguida na NEO (maria...), onde Bruninha celebrava seu aniversário benloca (porque tu tava mesmo, mais que de costume, e com espelhos no teto - epa) e logo dona Ariane sumiu para aprontar das suas e no dia seguinte ninguém se lembrava de mais nada e é por isso que eu resolvi formalizar a história de dois – três? – anos atrás para a posteridade. Olá.
______
[1] A coisa foi tão pesada, mind you, que houve uma troca de e-mails no dayafter para esclarecer quem ela havia beijado – porque a princípio, né dona Ariane, o pessoal tentou negar. Mas he – temos o e-mail guardado até hoje como prova.

Monday, February 18, 2008

alguém entendeu?



este é um tipo de conversa recorrente aqui em casa, começando sempre pela seguinte frase: "viram aquele outdoor do/a _________? entendeu? me explica?".

quando eu estou na frança e não entendo um outdoor, tudo bem, meu francês é meio shitty. mas é frustrante ao extremo, falar o mesmo idioma e ainda assim não entender algumas publicidades. esta daí é um bom exemplo do que estou falando - juro que procurei sentidos, referências, tudo, e não fui capaz de encontrar um significado para esta mensagem. bem que a professora de teorias da comunicação disse que para uma mensagem ser percebida com fidelidade, é preciso que o emissor e o receptor partilhem do mesmo código. eu claramente não sou fluente em português, então.

Sunday, February 17, 2008

onde eu recomendo cds para as duas pessoas que nos lêem (oi ari! oi bru!)

O que tem tocado constantemente na minha cabeça (junto de algumas vozes que eu costumo ignorar - ordens médicas) e que eu preciso (mas nem tanto, enfim) compartilhar.




Felicidades : Cuentos Borgeanos
As boas bandas 100% argentinas andam em severa baixa ultimamente. Porque Gotan Project é metade francês, e Bajofondo é metade uruguaio, e José González é metade sueco, e Federico Aubele não sustenta nada sozinho (mas deve gostar, ah isso deve). Então o novo do Cuentos Borgeanos é uma boa notícia. Bom: metade boa notícia, porque o segundo CD da banda, Misantropía, continua sendo muy mejor. Mas enfim - eles merecem só pelo nome da banda.



The Shepherd's Dog : Iron & Wine
Porque também os EUA, ultimamente (sempre?), têm deixado a desejar musicalmente. E porque são poucas bandas (cantores, enfim) que conseguem fazer do banjo e de referências à bíblia algo interessante. E porque é de uma das faixas desse CD (Innocent Bones) que saiu uma das frases mais geniais dos últimos 15 minutos: "And how it ain't one dog who's good at fucking and denying who he's thinking of".

Tuesday, February 12, 2008

Uma lady de calcas e all star...

*Picture by my British Little Grasshoper. PLPL has now an oficial photographer, isn't it cool? :D

Este post do blog da Bru esta sensacional. Sen-sa-cio-nal!!!! Ela ja ganhou o gold award do ano so pela performance fotografica. G-sus... Ela ja toma ate cha com leite! :S

Uruguay

Decidi – porque sou muito pró-decidir-coisas – que iria passar o fim de semana no Uruguay duas horas antes de pegar o ônibus para passar o fim de semana no Uruguay. Saí do trabalho e fiz uma mala[1] e corri para a rodoviária e comprei uma passagem (sobravam duas, as mais ao fundo, ao lado do banheiro). Três horas mais tarde eu estaria me odiando porque alguém havia decidido MORRER dentro do banheiro umas cinco vezes seguidas. E depois sair porta afora fazendo de conta que aquele era o cheiro normal do ônibus.
Item: Bom Ar. Ou aquele outro do guri que quer fazer cocô na casa do Pe-dri-nho.
Mas antes disso, mal começada a viagem, o comissário de bordo (whatever) veio lá da frente do ônibus com uma pilha de livros equilibrada em um dos braços. Ele ia de ser humano em ser humano perguntando “Livro?” e ouvindo um não meio perplexo. Também eu estava intrigado – desde quando se ofereciam livros num ônibus? De qualquer maneira, o comissário de bordo (enfim) parecia muito decepcionado a cada não que ouvia, então, chegada a minha vez, resolvi pelo menos olhar a seleção TTL de literatura de bordo. Começava por um romance em espanhol da Isabel Allende, e poderia já terminar por aí. Em seguida tinha um livro da Anne Rice traduzido pela Clarice Lispector, depois outro em português da Margareth Pilcher, dois do Paulo Coelho (um em português, o outro em espanhol), um sobre ioga (?) e um caderninho de palavras-cruzadas (!) já completado (!!). Agradeci e disse que ficava pra próxima. Mentira. Disse que não. Ponto. Ele foi embora meio cabisbaixo. E trouxe café.
Item: Revista Piauí. Fevereiro de 2008. Estou roubando idéias do texto do Daniel Mason. Pelo menos eu sou honesto.
Mais ou menos nesse momento da viagem (olá, que momento é esse?), o comissário de bordo (hm) pôs um DVD para tocar, um DVD do Cazuza. Não, não era um DVD do Cazuza – era um DVD em homenagem ao Cazuza. Aí, não fosse suficiente o volume alto e as legendas em espanhol (num certo ponto, traduziram “Valeu, Cazuza!” por “Valió, Cazuza!”), surge a bunda (e o resto do corpo, talvez) do Ney Matogrosso na tela, e eu acho que ele estava usando uma mini-blusa ou mini-pedaços-de-roupa, mas eu nunca saberei ao certo porque eu fiquei CEGO PARA O RESTO DA VIDA.
Item: Óculos escuros. Retinas novas.
Pausa para um lanche. Numa bandeja, de baixo para cima: proto-empanada recheada com o que talvez fosse salsicha[2], bombom, bala de goma, um garfo. Nas seis telas espalhadas pelo ônibus, o Arnaldo Antunes está pulando benloco pelo palco.
Item: Bom senso. E a frase de abertura do Discurso Sobre o Método (Descartes, seus infiéis)[3].
O golpe de misericórdia, entretanto, o que me fez pegar o ipod na mochila (ao menos isso eu tinha trazido), foi o filme que escolheram praquela viagem: O Código da Vinci. Dublado em português. Legendado em espanhol. Piada pronta sobre piada pronta. O que pode ser pior que Código da Vinci? Código da Vinci dublado em português. O que pode ser pior que Código da Vinci dublado em português? Etc. etc.
Item: fálico.

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[1] Com a estupenda característica – eu me daria conta mais tarde – de sobrar itens inúteis e faltar os essenciais.
[2] Talvez seja só eu, mas não conseguir identificar se algo é feito de salsicha ou não já diz muito sobre o que se está comendo. Mas talvez eu só esteja sendo fálico. Olá Bruna.
[3] “Inexiste no mundo coisa mais bem distribuída que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar possuí-lo mais do que já possuem.” (p.1, talvez, preguiça de ir lá conferir)

Monday, February 11, 2008

Originals never fit.

Coisas bizarras acontecem quando a gente abre o coracao para o mundo. Mas hoje foi 'jesus', como diria Srta Shat.

Primeiro, decido telefonar pro Brasil para falar co--- pois entao, Caio! :)
Dai nao sei pq cargas d'agua um digito parece nao ter sido reconhecido e a gravacao com voz feminina responde a minha tentativa, em bom e claro ingles:

'this is not/ a NORMAL/ call.'
(enfase na entonacao das frases...)
'If you REALLY want to make a call to/ BRAZIL/ please try again.'

Ok, I know.
Sounds really odd.
Mas eh verdade, Inglaterra! Quando eu digo que Londres eh uma senhora metida a 'prafrentex', mas no fundo super retrograda as pessoas nao me acreditam... Hipocrisia, nao eh mesmo minha gente? Enfim, a ligacao foi completada na segunda tentativa, Caio.

Dia seguinte, entro na estacao de metro e me deparo com a foto abaixo:



Achei a piada da Levi's demais e super apropriada. Voces nao imaginam meu acesso de riso diante desse 'underground-door', sozinha, bem como as caras impavidas das pessoas pro meu acesso de riso - nao tao chocadas quanto as da imagem, afinal ve-se toda a sorte de loucos aqui nesse lugar (fauna, flora e minerais, como diria a professora de ciencias da quinta serie...). Mas me indentifiquei com a chamada da campanha e, sei la, fiz um paralelo.

Thursday, February 07, 2008

frequent flyer

sempre que entro no país, é a mesma coisa. passado o breve tumulto de todos queremos sair de dentro deste avião mas o corredor é muito pequeno e precisa ir um de cada vez, chego na imigração - aquela coisa extremamente discriminatória, com uma fila para quem tem passaporte da união européia e outra fila para os que não o possuem. mas longe de mim reclamar disto! ah, não. até porque a grande maioria dos vôos entre países da europa são constituídos de pessoas com passaporte europeu. sabem o que isto quer dizer? bem, significa que passo na frente de todo mundo, pois a fila de não-europeus está sempre razoavelmente vazia.

a questão é que, quando finalmente chego no balcão para conversar com o agente da imigração, a conversa segue sempre a exata mesma ordem (independente de não ser o mesmo agente da vez anterior):

1. o agente pede para ver meu passaporte.
2. eu entrego o passaporte e fico quieta, esperando enquanto ele começa a folhear e examinar como se fosse um documento com classified information.
3. eventualmente, ele termina de folhear e fica apenas com a página do meu visto aberta. a palavra "estudante" está escrita no visto. o agente pergunta: "estás a estudar o quê, cá em portugal?".
4. eu respondo "publicidade e marketing", sem muita empolgação ou maiores detalhes.
5. o agente sempre pergunta: "e tais a gostar?".
6. sacudindo a cabeça de forma afirmativa porém incerta e com o olhar mais blasé da história dos olhares blasés, eu respondo: "hm.. sim".
7. o agente dá um sorriso nostálgico como quem diz "ah, estes estudantes!" e carimba meu passaporte.

legal mesmo seria se me perguntassem se tenho algum plano maquiavélico de explodir alguma coisa, se estou portando substâncias alucinógenas, ou até mesmo se perguntassem qual meu filme favorito, pra qual time de futebol eu torço ou qual desenho animado eu mais gostava de assistir quando era pequena. qualquer coisa, menos este nonsense de gostar da universidade. it's getting old, y'know.

Thursday, January 31, 2008

Salvador parte II: da etnografia insuficiente

[...]
O clima, para início de conversa, o mesmo para doze meses e uma vida, a loucura dos sóis em demasia, da luminosidade que tudo abarca e revela. Também aqui a derrocada do ambíguo, do claro-escuro, do entrevisto. Enxerga-se tudo, tudo foi simplificado para ser melhor e mais facilmente compreendido. Não há mistério, nem uso para a imaginação. Aqui, as coisas são unicamente aquilo que parecem ser, uma semelhança já historicamente consolidada e que não deixa margem a novas interpretações. Assim explicam-se as artes locais: através da recusa do escuro. Sobretudo a pintura baiana, esta que reproduz os mesmos padrões oleosos e gastos, mantém o ranço de uma espécie de art naïf desvirtuada, minada por uma sexualidade grosseira, na qual a perspectiva, desajeitada ao extremo, parece remeter a épocas em que o Homem não havia ainda se posicionado frente ao mundo, e vivia sucumbido por ele. Sim, a perspectiva, ou, mais especificamente, a sua ausência, é o que de mais emblemático pode-se supor sobre esse povo: trazem a espiritualidade próxima demais do coração, e, por conseqüência, abandonam-se irracionais aos caprichos do absoluto. Seria absurdo, como sempre foi, afirmar que os pintores baianos desconhecem a perspectiva – eles apenas escolhem reproduzir cegamente uma fórmula consagrada e de pouca valia. Não é nem questão de indagar se a arte determina o povo ou é por ele determinada: a impressão que se tem é a de circularidade – ambos se retroalimentam da mesma morosidade histórica e torpor intelectual característicos dos climas excessivamente tropicais.
[...]

Wednesday, January 30, 2008

Friday, January 25, 2008

José González @ Santander Cultural

É sempre engraçado ver uma horda de indies reunidos com o sol ainda alto, naquele horário meio confuso onde congestionamento encontra happy hour. E todos ali, all-star e cabelo cuidadosamente descuidado, esperando que o Santander liberasse a entrada para o show do José González. Pontualmente às 19:09[1] o sueco-argentino subiu no palco (banquinho, violão, luzes meio toscas passando do azul pro amarelo) e começou o setlist de 13 músicas cuja ordem eu não memorizei[2]. Mistura do primeiro (Veneer) com o segundo álbum (In our nature), muito imbuído da aura bossa cool Elliot Smith Nina Simone. E desconforto, muito desconforto. Impressão mesmo de que ele gostaria de sumir dali, muito gauchemente.

- It feels like a church in here.
(Risadas nervosas do público)
- A church of money.


E depois ele ainda semi-reclamou que “you’re such a polite crowd”. Mas poxa, deixa o menino se sentir desconfortável. Que mais se esperaria de um indie sueco-argentino? Passinhos de mambo?


Comentário aleatório 1: achei peculiar a relação entre Praça da Alfândega e Suécia instituída nesses últimos meses. Primeiro com a exposição monográfica do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström no MARGS, por ocasião da 6ª Bienal[3], e agora com o José González logo ao lado, no Santander Cultural. Como isso tudo eventualmente pode se relacionar com loiras peitudas e garrafas de vodka eu não sei. Mas deve ser questão de tempo. Hopefully.

Comentário aleatório 2: tinha um enorme painel atrás do palco do José González[4] com o logo “de verão” do Santander. Eu não vou colá-lo aqui porque meus apurados sentidos estéticos mo[5] inibem, então vocês procurem lá no www deles e depois concordem comigo: farofada. Tipo aquelas praias que mostram flashes da cidade na tv com sonoplastia muito ruim? E sempre tem uma tia velha com uma bunda do tamanho do carrinho de sorvete cheia de varizes se levantando e tirando a areia de dentro do intestino delgado dela? E isso de alguma maneira escapa da edição final? Então. Transponham isso para um logo[6] e eis como se afunda um projeto gráfico.

Comentário aleatório 3: Santander é um anagrama de nerd Satan.

______
[1] Olá, parem para pensar: todos os minutos são pontuais.
[2] Juro que tentei make you proud, Bruna, mas depois da terceira eu já tinha me esquecido da primeira e a transição das luzes estava realmente me enchendo o saco.
[3] Eu meio que me odeio um pouquinho por ter dito “por ocasião de...”.
[4] Não, eu não consegui ficar confortável chamando ele só de José ou só de González. Eu tenho essa coisa formal às vezes.
[5] Machadiano!
[6] Abrimos a discussão para a questão ‘o logo’ ‘a logo’? Não. Ok.

Thursday, January 24, 2008

marten eu tenho um moleskine ilustrado, voce nao te-em! :P


Pq demorei tanto pra postar? pq todas as fotos tinham ficado ruins!!!!
AMO e vou enquadrar! deixa so o moleskine acabar... ;)
Posted by Picasa

Tuesday, January 22, 2008

POA?

E nao eh q de uma hora pra outra POA parece fazer mais sentido do que London-Paris?
Mas prometo q era so saudade do meu irmao!
A jornada antropofagic---, digo, antropologica e filosofica continua...

Monday, January 21, 2008

vidas passadas



quando meu cabelo ainda era comprido e eu ainda tinha minhas dog tags do oscar wilde no pescoço, quando o caio nem se metia a francesinho e assinava purchase orders pra mim, quando a ari recém estava se encaminhando para o além-mar e nos entretendo diariamente com suas histórias de goddess. prefácio, cidade baixa, primórdios do poalondonparis.

good times!

Friday, January 18, 2008

Loiras em liquidacao

Central line, sexta-feira, 5.30 pm.
Sales acabando, promocoes diversas na HMV. Colecoes de DVDs (boxes) de 90 pounds por 15 a 25. Duas amigas brasucas conversam:

Amiga A: - Acho que vou comprar pra levar pro Brasil o box do Sex & the city...
Amiga B: - Eu quero comprar o box do Hitchcock!
Amiga A: - Ai, que seriado eh esse?

Eh... A gente sai do Brasil mas o Brasil nao sai da gente!

(gentil contribuicao de Mr. Japa Nakatani)

Wednesday, January 16, 2008

edward scissorhands

daí que, depois de quatro meses, o cabelo começa a implorar desesperadamente para ser cortado. mas o que eu poderia fazer, simplesmente entregar minhas douradas, reluzentes madeixas para o primeiro barbeiro lusitano? ah, não. nem pensar.

e foi neste momento que o dilema iniciou-se: como encontrar um cabelereiro que não destrua meu corte, mas que também não cobre meu sangue por isto? (o caio, se não estivesse vivo, estaria se revirando na cova com todo este girl talk. hold on tight, meu amigo. o post há de ser curto.)

a forma mais segura de resolver este problema seria descobrir quem é o cabelereiro mais famoso/prestigiado de lisboa e marcar um horário. mas uma iniciativa destas ocuparia uma parcela muito grande do budget de fiscal year '09, não é mesmo? precisava achar uma alternativa. poderia simplesmente agir de forma kamikaze: entrar no primeiro salão in sight e dizer: "corta aí!". este era o plano Z.

mas eu sou muito mais esperta que isso. após muita observação, decidi que falaria com a minha colega de aula que tem o cabelo mais bonito, perguntar onde que ela corta. me parecia um bom plano. peguei o endereço, marquei um horário, cortei o cabelo. mission accomplished.

fato curioso: o rapaz cortou meu cabelo com uma máquina apenas. nada de tesouras, navalhas, nicht. máquina! quando vi, pensei: "ok querido, eu não pedi um moicano". mas esta é a técnica que o tal salão de beleza utiliza, máquinas e nada mais. oh well, eu que não vou reclamar. na minha (nada humilde) opinião, o resultado até que não ficou nada mal:



ps: rawr!

A idade me aproxima de Caio Schopenhauer?

E ontem a noite eu, a caminho do Big Chill via Spitalfields market, pensava:

- Isso é absolutamente patetico! Pra que? Conheci o cara numa festa, trocamos telefones, dai agora estou indo encontrar uma pessoa que nao sei quem é, beijar uma boca que nao sei da onde vem e etc e tal… Qual a razao disso? Quem precisa de abraco, beijo, essas coisas? Isso é ridiculo! Tao mais facil e tranquilo ficar em casa, no aconchego do claustro, falando com as pessoas pela internet, trocando bits ao inves de fluidos...

(É, eu pensei isso. Bem assim e sinceramente. Tambem nao estou me reconhecendo, nao pensem que sao so voces. Acho que o frio ingles esta congelando meu sex appeal.)

Felizmente me dei conta das forcas ocultas e pensei que ja era demais Caiozito Nora Roberts (o fim, o fim do mundo certamente).

Entao, com muito esforco, cedi aos antigos pensamentos.

Cedi, cedi, voces sabem que nao é muito dificil para mim ceder. Culpa do carinhoso apelido de 'little greek goddess' (que ele jura que foi ele que inventou - eu ainda nao contei a verdade), ganho gracas ao meu nome de deusa grega, que amolecia lentamente minhas pernas (e meu coracao vagabundo). Mas cedi apenas para mais um drink, a fim de deixar as coisas um pouco mais faceis.

Acendi o ultimo cigarro pra ele (me sentia nesse momento uma lady na decada de 30, pelas ruas de uma Londres pos-moderna. Como sou old fashion...) e nos despedimos em frente a estacao de trem (old fashion, como eu disse). Me dei conta que os 'deuses gregos' que conhecia todos tinham alma carioca, assim como eu. Os deuses gregos de verdade sao um pouco mais conservadores, ao que parece… E enquanto nao descubro qual dos deuses é um Teseu que supera os minotauros do mundo, sigo enfrentando os minotauros com minhas proprias armas.


[more to come!]

Sunday, January 13, 2008

Wednesday, January 09, 2008

postcard

século passado, durante o pós-guerra (né?), marten e ari tiraram esta foto. a escolha do cenário - embaixada canadense - foi em homenagem às minhas habilidades de cantar o hino sem graça do país em dois idiomas diferentes, adquiridas durante o tempo em que morava por lá.

reparem nos números, um e dois. faltava o três. como sou muito pró-ativa, encaminhei-me até o tal recinto fotografado e completei a trilogia. agora é a vez do marten.

foto tirada na frente da sorbonne, em homenagem ao rapaz. números um e dois devidamente presentes. agora queremos o três por estas bandas.

marketing stunt

da série alternativas possíveis:
e se o misterioso furto das obras de picasso e portinari do acervo do masp, e sua não menos confusa recuperação, não passasse de um golpe de marketing?
porque é fato sabido, vox populi, que as dívidas do museu se aproximam dos R$ 10 milhões, e que a visitação às exposições permanentes tem diminuido ao longo dos anos.
além do quê, there's no such thing as bad publicity. e todos sabemos como é difícil encaixar arte na pauta dos grandes meios de comunicação.

é triste pensar que seja preciso levar a arte às colunas policiais para se fazer dela um tema de discussão do público em geral.

Tuesday, January 08, 2008

Direto do tunel do tempo.

O circuito Lisboa-London-Paris trouxe elementos deveras velho-mundistas pra nossa vida pos-moderna-trying-to-be-vanguardista (afinal, tudo é vanguarda, nao é mesmo minha gente?), pois:

A) Bru agora faz colecao de moleskines e
B) me ensinou o que lomo pics mean.

Vou contar a historia.

Quando eu comprei o moleskine de presente pra ela, pensei: ja to vendo a cara bored de 'than-k-u, aunt-ariiiii' quando ela vir q ha um caderninho entre os presente de natal. Um caderninho com pedigree, com charme, glamour, q eu adoro, com tudo o que nos nao-cool, porem descolados, sabemos que é legal ter pra registrar a vida e etc. Mas nao por isso menos caderninho, ne! Felizmente a tia Ari ainda conhece a moca. E felizmente ela adorou. Tanto que ja deu ate um de presen--- [proximo paragrafo]

Dai chegamos em Paris e ela me mostra, pulando de alegria, uma maquina fotografica que parece aquelas descartaveis baratinhas da Kodak. Esta, porem, eh uma maquina fotografica como aquelas descartaveis da Kodak que custa *modicos* 60 euros. Como de praxe, apesar da estranheza, observo o que vira a seguir.

- 'ari, essa camera é demais'.

Certamente era algo contundente o suficiente pra Bruna achar demais: uma camera q sequer tem o charme de uma Leica ou Rolleiflex, o que, dentro do meu parco conhecimento fotografico de laboratorio da UFRGS explicaria um pouco a felicidade diante daquele objeto com cara de 'seculo passado'. (e a Bruna adora blame me pq eu sou mais do inicio do seculo passado do que ela.)

Eu nao entendi muito bem, mas segui perguntando.

- 'Ok, pequena gafanhota, o que essa camera faz que as outras nao fazem?'
- 'ela tira foto com flashes coloridos! e com olho de peixe!'

Ahm. Tudo faz sentido. 'Nao é felicidade, é fluoxetina', como diz o about me no orkut do amigo de uma amiga. Falou em flash colorido e eu ja estava pulando com ela e dizendo 'Eu quero! Eu quero! Eu quero!'. Apesar de ainda achar mais originais os metodos tradicionais de fotografar-revelar-filme-revelar-foto e aquela coisa toda que acontecia no laboratorio fotografico... Pulemos essa parte e cheguemos a conclusao deste post: saimos desta etapa de convivencia um pouco mais analogicas do que antes.

Eu apaixonada pela 'kodak descartavel com flashes coloridos' dela.

Ela, por um caderninho com edicoes numeradas meu que significa filosoficamente que um jamais sera igual ao outro (por mais que sejam identicos).

Eu sabia que Caio e o Schopenhauer se orgulhariam da gente.

Arixx

Estou com um problema meio complexo de resolver. Apesar das insistentes tentativas de explicar aos amigos brasileiros que nao mudei meu nome para 'arix' e que o 'x' no final quer dizer 'beijo' e 'xx' beijos, as pessoas insistem em escrever de volta me chamando de Arix ou Arixx. É meio constrangedor explicar, parece que eu estou querendo 'ensinar' as pessoas como mandar beijos em ingles. O x e o xx deveriam passar despercebidos como letra, mas sim serem vistos como icones. Icones virtuais para signos reais, mas nao por isso menos icones. Significantes virtuais de um significado real. E nao uma letra a mais do meu 'little goddess' (GREGO, 2008) nickname 'Ari'.

A Bruna tem uma teoria sobre esse desconforto.

Segundo ela, ele é ainda vestigio das quatro letrinhas. 'Bem vindo ao sistema Audixxxxx', um sistema de correio de voz cuja assistente virtual nos irritava profundamente. É. Adoravamos tanto a voz da moca que a Bruna chegou a dizer que Audix seria o nome do proximo cachorro dela...

BTW, em Londres 5 graus e uma gafanhota a menos para animar a populacao.

E nos proximos posts:
- os 5 motivos pq Bruna quer se mudar pra Londres 'no ano passado'.
- Paris para os mais afoitos e menos desenvolvidos.
- incursoes amorosas pra comecar 2008.

Voila, cheers com champagne (hic) na mao!

Ari(xx)
- testando uma nova assinatura.