[...]
O clima, para início de conversa, o mesmo para doze meses e uma vida, a loucura dos sóis em demasia, da luminosidade que tudo abarca e revela. Também aqui a derrocada do ambíguo, do claro-escuro, do entrevisto. Enxerga-se tudo, tudo foi simplificado para ser melhor e mais facilmente compreendido. Não há mistério, nem uso para a imaginação. Aqui, as coisas são unicamente aquilo que parecem ser, uma semelhança já historicamente consolidada e que não deixa margem a novas interpretações. Assim explicam-se as artes locais: através da recusa do escuro. Sobretudo a pintura baiana, esta que reproduz os mesmos padrões oleosos e gastos, mantém o ranço de uma espécie de art naïf desvirtuada, minada por uma sexualidade grosseira, na qual a perspectiva, desajeitada ao extremo, parece remeter a épocas em que o Homem não havia ainda se posicionado frente ao mundo, e vivia sucumbido por ele. Sim, a perspectiva, ou, mais especificamente, a sua ausência, é o que de mais emblemático pode-se supor sobre esse povo: trazem a espiritualidade próxima demais do coração, e, por conseqüência, abandonam-se irracionais aos caprichos do absoluto. Seria absurdo, como sempre foi, afirmar que os pintores baianos desconhecem a perspectiva – eles apenas escolhem reproduzir cegamente uma fórmula consagrada e de pouca valia. Não é nem questão de indagar se a arte determina o povo ou é por ele determinada: a impressão que se tem é a de circularidade – ambos se retroalimentam da mesma morosidade histórica e torpor intelectual característicos dos climas excessivamente tropicais.
[...]
Thursday, January 31, 2008
Wednesday, January 30, 2008
Friday, January 25, 2008
José González @ Santander Cultural
É sempre engraçado ver uma horda de indies reunidos com o sol ainda alto, naquele horário meio confuso onde congestionamento encontra happy hour. E todos ali, all-star e cabelo cuidadosamente descuidado, esperando que o Santander liberasse a entrada para o show do José González. Pontualmente às 19:09[1] o sueco-argentino subiu no palco (banquinho, violão, luzes meio toscas passando do azul pro amarelo) e começou o setlist de 13 músicas cuja ordem eu não memorizei[2]. Mistura do primeiro (Veneer) com o segundo álbum (In our nature), muito imbuído da aura bossa cool Elliot Smith Nina Simone. E desconforto, muito desconforto. Impressão mesmo de que ele gostaria de sumir dali, muito gauchemente.
- It feels like a church in here.
(Risadas nervosas do público)
- A church of money.
E depois ele ainda semi-reclamou que “you’re such a polite crowd”. Mas poxa, deixa o menino se sentir desconfortável. Que mais se esperaria de um indie sueco-argentino? Passinhos de mambo?
Comentário aleatório 1: achei peculiar a relação entre Praça da Alfândega e Suécia instituída nesses últimos meses. Primeiro com a exposição monográfica do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström no MARGS, por ocasião da 6ª Bienal[3], e agora com o José González logo ao lado, no Santander Cultural. Como isso tudo eventualmente pode se relacionar com loiras peitudas e garrafas de vodka eu não sei. Mas deve ser questão de tempo. Hopefully.
Comentário aleatório 2: tinha um enorme painel atrás do palco do José González[4] com o logo “de verão” do Santander. Eu não vou colá-lo aqui porque meus apurados sentidos estéticos mo[5] inibem, então vocês procurem lá no www deles e depois concordem comigo: farofada. Tipo aquelas praias que mostram flashes da cidade na tv com sonoplastia muito ruim? E sempre tem uma tia velha com uma bunda do tamanho do carrinho de sorvete cheia de varizes se levantando e tirando a areia de dentro do intestino delgado dela? E isso de alguma maneira escapa da edição final? Então. Transponham isso para um logo[6] e eis como se afunda um projeto gráfico.
Comentário aleatório 3: Santander é um anagrama de nerd Satan.
______
[1] Olá, parem para pensar: todos os minutos são pontuais.
[2] Juro que tentei make you proud, Bruna, mas depois da terceira eu já tinha me esquecido da primeira e a transição das luzes estava realmente me enchendo o saco.
[3] Eu meio que me odeio um pouquinho por ter dito “por ocasião de...”.
[4] Não, eu não consegui ficar confortável chamando ele só de José ou só de González. Eu tenho essa coisa formal às vezes.
[5] Machadiano!
[6] Abrimos a discussão para a questão ‘o logo’ ‘a logo’? Não. Ok.
- It feels like a church in here.
(Risadas nervosas do público)
- A church of money.
E depois ele ainda semi-reclamou que “you’re such a polite crowd”. Mas poxa, deixa o menino se sentir desconfortável. Que mais se esperaria de um indie sueco-argentino? Passinhos de mambo?
Comentário aleatório 1: achei peculiar a relação entre Praça da Alfândega e Suécia instituída nesses últimos meses. Primeiro com a exposição monográfica do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström no MARGS, por ocasião da 6ª Bienal[3], e agora com o José González logo ao lado, no Santander Cultural. Como isso tudo eventualmente pode se relacionar com loiras peitudas e garrafas de vodka eu não sei. Mas deve ser questão de tempo. Hopefully.
Comentário aleatório 2: tinha um enorme painel atrás do palco do José González[4] com o logo “de verão” do Santander. Eu não vou colá-lo aqui porque meus apurados sentidos estéticos mo[5] inibem, então vocês procurem lá no www deles e depois concordem comigo: farofada. Tipo aquelas praias que mostram flashes da cidade na tv com sonoplastia muito ruim? E sempre tem uma tia velha com uma bunda do tamanho do carrinho de sorvete cheia de varizes se levantando e tirando a areia de dentro do intestino delgado dela? E isso de alguma maneira escapa da edição final? Então. Transponham isso para um logo[6] e eis como se afunda um projeto gráfico.
Comentário aleatório 3: Santander é um anagrama de nerd Satan.
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[1] Olá, parem para pensar: todos os minutos são pontuais.
[2] Juro que tentei make you proud, Bruna, mas depois da terceira eu já tinha me esquecido da primeira e a transição das luzes estava realmente me enchendo o saco.
[3] Eu meio que me odeio um pouquinho por ter dito “por ocasião de...”.
[4] Não, eu não consegui ficar confortável chamando ele só de José ou só de González. Eu tenho essa coisa formal às vezes.
[5] Machadiano!
[6] Abrimos a discussão para a questão ‘o logo’ ‘a logo’? Não. Ok.
Thursday, January 24, 2008
marten eu tenho um moleskine ilustrado, voce nao te-em! :P
Tuesday, January 22, 2008
POA?
E nao eh q de uma hora pra outra POA parece fazer mais sentido do que London-Paris?
Mas prometo q era so saudade do meu irmao!
A jornada antropofagic---, digo, antropologica e filosofica continua...
Mas prometo q era so saudade do meu irmao!
A jornada antropofagic---, digo, antropologica e filosofica continua...
Monday, January 21, 2008
vidas passadas

quando meu cabelo ainda era comprido e eu ainda tinha minhas dog tags do oscar wilde no pescoço, quando o caio nem se metia a francesinho e assinava purchase orders pra mim, quando a ari recém estava se encaminhando para o além-mar e nos entretendo diariamente com suas histórias de goddess. prefácio, cidade baixa, primórdios do poalondonparis.
good times!
Friday, January 18, 2008
Loiras em liquidacao
Central line, sexta-feira, 5.30 pm.
Sales acabando, promocoes diversas na HMV. Colecoes de DVDs (boxes) de 90 pounds por 15 a 25. Duas amigas brasucas conversam:
Amiga A: - Acho que vou comprar pra levar pro Brasil o box do Sex & the city...
Amiga B: - Eu quero comprar o box do Hitchcock!
Amiga A: - Ai, que seriado eh esse?
Eh... A gente sai do Brasil mas o Brasil nao sai da gente!
(gentil contribuicao de Mr. Japa Nakatani)
Sales acabando, promocoes diversas na HMV. Colecoes de DVDs (boxes) de 90 pounds por 15 a 25. Duas amigas brasucas conversam:
Amiga A: - Acho que vou comprar pra levar pro Brasil o box do Sex & the city...
Amiga B: - Eu quero comprar o box do Hitchcock!
Amiga A: - Ai, que seriado eh esse?
Eh... A gente sai do Brasil mas o Brasil nao sai da gente!
(gentil contribuicao de Mr. Japa Nakatani)
Wednesday, January 16, 2008
edward scissorhands
daí que, depois de quatro meses, o cabelo começa a implorar desesperadamente para ser cortado. mas o que eu poderia fazer, simplesmente entregar minhas douradas, reluzentes madeixas para o primeiro barbeiro lusitano? ah, não. nem pensar.
e foi neste momento que o dilema iniciou-se: como encontrar um cabelereiro que não destrua meu corte, mas que também não cobre meu sangue por isto? (o caio, se não estivesse vivo, estaria se revirando na cova com todo este girl talk. hold on tight, meu amigo. o post há de ser curto.)
a forma mais segura de resolver este problema seria descobrir quem é o cabelereiro mais famoso/prestigiado de lisboa e marcar um horário. mas uma iniciativa destas ocuparia uma parcela muito grande do budget de fiscal year '09, não é mesmo? precisava achar uma alternativa. poderia simplesmente agir de forma kamikaze: entrar no primeiro salão in sight e dizer: "corta aí!". este era o plano Z.
mas eu sou muito mais esperta que isso. após muita observação, decidi que falaria com a minha colega de aula que tem o cabelo mais bonito, perguntar onde que ela corta. me parecia um bom plano. peguei o endereço, marquei um horário, cortei o cabelo. mission accomplished.
fato curioso: o rapaz cortou meu cabelo com uma máquina apenas. nada de tesouras, navalhas, nicht. máquina! quando vi, pensei: "ok querido, eu não pedi um moicano". mas esta é a técnica que o tal salão de beleza utiliza, máquinas e nada mais. oh well, eu que não vou reclamar. na minha (nada humilde) opinião, o resultado até que não ficou nada mal:

ps: rawr!
e foi neste momento que o dilema iniciou-se: como encontrar um cabelereiro que não destrua meu corte, mas que também não cobre meu sangue por isto? (o caio, se não estivesse vivo, estaria se revirando na cova com todo este girl talk. hold on tight, meu amigo. o post há de ser curto.)
a forma mais segura de resolver este problema seria descobrir quem é o cabelereiro mais famoso/prestigiado de lisboa e marcar um horário. mas uma iniciativa destas ocuparia uma parcela muito grande do budget de fiscal year '09, não é mesmo? precisava achar uma alternativa. poderia simplesmente agir de forma kamikaze: entrar no primeiro salão in sight e dizer: "corta aí!". este era o plano Z.
mas eu sou muito mais esperta que isso. após muita observação, decidi que falaria com a minha colega de aula que tem o cabelo mais bonito, perguntar onde que ela corta. me parecia um bom plano. peguei o endereço, marquei um horário, cortei o cabelo. mission accomplished.
fato curioso: o rapaz cortou meu cabelo com uma máquina apenas. nada de tesouras, navalhas, nicht. máquina! quando vi, pensei: "ok querido, eu não pedi um moicano". mas esta é a técnica que o tal salão de beleza utiliza, máquinas e nada mais. oh well, eu que não vou reclamar. na minha (nada humilde) opinião, o resultado até que não ficou nada mal:

ps: rawr!
A idade me aproxima de Caio Schopenhauer?
E ontem a noite eu, a caminho do Big Chill via Spitalfields market, pensava:
- Isso é absolutamente patetico! Pra que? Conheci o cara numa festa, trocamos telefones, dai agora estou indo encontrar uma pessoa que nao sei quem é, beijar uma boca que nao sei da onde vem e etc e tal… Qual a razao disso? Quem precisa de abraco, beijo, essas coisas? Isso é ridiculo! Tao mais facil e tranquilo ficar em casa, no aconchego do claustro, falando com as pessoas pela internet, trocando bits ao inves de fluidos...
(É, eu pensei isso. Bem assim e sinceramente. Tambem nao estou me reconhecendo, nao pensem que sao so voces. Acho que o frio ingles esta congelando meu sex appeal.)
Felizmente me dei conta das forcas ocultas e pensei que ja era demais Caiozito Nora Roberts (o fim, o fim do mundo certamente).
Entao, com muito esforco, cedi aos antigos pensamentos.
Cedi, cedi, voces sabem que nao é muito dificil para mim ceder. Culpa do carinhoso apelido de 'little greek goddess' (que ele jura que foi ele que inventou - eu ainda nao contei a verdade), ganho gracas ao meu nome de deusa grega, que amolecia lentamente minhas pernas (e meu coracao vagabundo). Mas cedi apenas para mais um drink, a fim de deixar as coisas um pouco mais faceis.
Acendi o ultimo cigarro pra ele (me sentia nesse momento uma lady na decada de 30, pelas ruas de uma Londres pos-moderna. Como sou old fashion...) e nos despedimos em frente a estacao de trem (old fashion, como eu disse). Me dei conta que os 'deuses gregos' que conhecia todos tinham alma carioca, assim como eu. Os deuses gregos de verdade sao um pouco mais conservadores, ao que parece… E enquanto nao descubro qual dos deuses é um Teseu que supera os minotauros do mundo, sigo enfrentando os minotauros com minhas proprias armas.
[more to come!]
- Isso é absolutamente patetico! Pra que? Conheci o cara numa festa, trocamos telefones, dai agora estou indo encontrar uma pessoa que nao sei quem é, beijar uma boca que nao sei da onde vem e etc e tal… Qual a razao disso? Quem precisa de abraco, beijo, essas coisas? Isso é ridiculo! Tao mais facil e tranquilo ficar em casa, no aconchego do claustro, falando com as pessoas pela internet, trocando bits ao inves de fluidos...
(É, eu pensei isso. Bem assim e sinceramente. Tambem nao estou me reconhecendo, nao pensem que sao so voces. Acho que o frio ingles esta congelando meu sex appeal.)
Felizmente me dei conta das forcas ocultas e pensei que ja era demais Caiozito Nora Roberts (o fim, o fim do mundo certamente).
Entao, com muito esforco, cedi aos antigos pensamentos.
Cedi, cedi, voces sabem que nao é muito dificil para mim ceder. Culpa do carinhoso apelido de 'little greek goddess' (que ele jura que foi ele que inventou - eu ainda nao contei a verdade), ganho gracas ao meu nome de deusa grega, que amolecia lentamente minhas pernas (e meu coracao vagabundo). Mas cedi apenas para mais um drink, a fim de deixar as coisas um pouco mais faceis.
Acendi o ultimo cigarro pra ele (me sentia nesse momento uma lady na decada de 30, pelas ruas de uma Londres pos-moderna. Como sou old fashion...) e nos despedimos em frente a estacao de trem (old fashion, como eu disse). Me dei conta que os 'deuses gregos' que conhecia todos tinham alma carioca, assim como eu. Os deuses gregos de verdade sao um pouco mais conservadores, ao que parece… E enquanto nao descubro qual dos deuses é um Teseu que supera os minotauros do mundo, sigo enfrentando os minotauros com minhas proprias armas.
[more to come!]
Sunday, January 13, 2008
Wednesday, January 09, 2008
postcard
século passado, durante o pós-guerra (né?), marten e ari tiraram esta foto. a escolha do cenário - embaixada canadense - foi em homenagem às minhas habilidades de cantar o hino sem graça do país em dois idiomas diferentes, adquiridas durante o tempo em que morava por lá.
reparem nos números, um e dois. faltava o três. como sou muito pró-ativa, encaminhei-me até o tal recinto fotografado e completei a trilogia. agora é a vez do marten.
foto tirada na frente da sorbonne, em homenagem ao rapaz. números um e dois devidamente presentes. agora queremos o três por estas bandas.
reparem nos números, um e dois. faltava o três. como sou muito pró-ativa, encaminhei-me até o tal recinto fotografado e completei a trilogia. agora é a vez do marten.
foto tirada na frente da sorbonne, em homenagem ao rapaz. números um e dois devidamente presentes. agora queremos o três por estas bandas.
marketing stunt
da série alternativas possíveis:
e se o misterioso furto das obras de picasso e portinari do acervo do masp, e sua não menos confusa recuperação, não passasse de um golpe de marketing?
porque é fato sabido, vox populi, que as dívidas do museu se aproximam dos R$ 10 milhões, e que a visitação às exposições permanentes tem diminuido ao longo dos anos.
além do quê, there's no such thing as bad publicity. e todos sabemos como é difícil encaixar arte na pauta dos grandes meios de comunicação.
é triste pensar que seja preciso levar a arte às colunas policiais para se fazer dela um tema de discussão do público em geral.
e se o misterioso furto das obras de picasso e portinari do acervo do masp, e sua não menos confusa recuperação, não passasse de um golpe de marketing?
porque é fato sabido, vox populi, que as dívidas do museu se aproximam dos R$ 10 milhões, e que a visitação às exposições permanentes tem diminuido ao longo dos anos.
além do quê, there's no such thing as bad publicity. e todos sabemos como é difícil encaixar arte na pauta dos grandes meios de comunicação.
é triste pensar que seja preciso levar a arte às colunas policiais para se fazer dela um tema de discussão do público em geral.
Tuesday, January 08, 2008
Direto do tunel do tempo.
O circuito Lisboa-London-Paris trouxe elementos deveras velho-mundistas pra nossa vida pos-moderna-trying-to-be-vanguardista (afinal, tudo é vanguarda, nao é mesmo minha gente?), pois:
A) Bru agora faz colecao de moleskines e
B) me ensinou o que lomo pics mean.
Vou contar a historia.
Quando eu comprei o moleskine de presente pra ela, pensei: ja to vendo a cara bored de 'than-k-u, aunt-ariiiii' quando ela vir q ha um caderninho entre os presente de natal. Um caderninho com pedigree, com charme, glamour, q eu adoro, com tudo o que nos nao-cool, porem descolados, sabemos que é legal ter pra registrar a vida e etc. Mas nao por isso menos caderninho, ne! Felizmente a tia Ari ainda conhece a moca. E felizmente ela adorou. Tanto que ja deu ate um de presen--- [proximo paragrafo]
Dai chegamos em Paris e ela me mostra, pulando de alegria, uma maquina fotografica que parece aquelas descartaveis baratinhas da Kodak. Esta, porem, eh uma maquina fotografica como aquelas descartaveis da Kodak que custa *modicos* 60 euros. Como de praxe, apesar da estranheza, observo o que vira a seguir.
- 'ari, essa camera é demais'.
Certamente era algo contundente o suficiente pra Bruna achar demais: uma camera q sequer tem o charme de uma Leica ou Rolleiflex, o que, dentro do meu parco conhecimento fotografico de laboratorio da UFRGS explicaria um pouco a felicidade diante daquele objeto com cara de 'seculo passado'. (e a Bruna adora blame me pq eu sou mais do inicio do seculo passado do que ela.)
Eu nao entendi muito bem, mas segui perguntando.
- 'Ok, pequena gafanhota, o que essa camera faz que as outras nao fazem?'
- 'ela tira foto com flashes coloridos! e com olho de peixe!'
Ahm. Tudo faz sentido. 'Nao é felicidade, é fluoxetina', como diz o about me no orkut do amigo de uma amiga. Falou em flash colorido e eu ja estava pulando com ela e dizendo 'Eu quero! Eu quero! Eu quero!'. Apesar de ainda achar mais originais os metodos tradicionais de fotografar-revelar-filme-revelar-foto e aquela coisa toda que acontecia no laboratorio fotografico... Pulemos essa parte e cheguemos a conclusao deste post: saimos desta etapa de convivencia um pouco mais analogicas do que antes.
Eu apaixonada pela 'kodak descartavel com flashes coloridos' dela.
Ela, por um caderninho com edicoes numeradas meu que significa filosoficamente que um jamais sera igual ao outro (por mais que sejam identicos).
Eu sabia que Caio e o Schopenhauer se orgulhariam da gente.
A) Bru agora faz colecao de moleskines e
B) me ensinou o que lomo pics mean.
Vou contar a historia.
Quando eu comprei o moleskine de presente pra ela, pensei: ja to vendo a cara bored de 'than-k-u, aunt-ariiiii' quando ela vir q ha um caderninho entre os presente de natal. Um caderninho com pedigree, com charme, glamour, q eu adoro, com tudo o que nos nao-cool, porem descolados, sabemos que é legal ter pra registrar a vida e etc. Mas nao por isso menos caderninho, ne! Felizmente a tia Ari ainda conhece a moca. E felizmente ela adorou. Tanto que ja deu ate um de presen--- [proximo paragrafo]
Dai chegamos em Paris e ela me mostra, pulando de alegria, uma maquina fotografica que parece aquelas descartaveis baratinhas da Kodak. Esta, porem, eh uma maquina fotografica como aquelas descartaveis da Kodak que custa *modicos* 60 euros. Como de praxe, apesar da estranheza, observo o que vira a seguir.
- 'ari, essa camera é demais'.
Certamente era algo contundente o suficiente pra Bruna achar demais: uma camera q sequer tem o charme de uma Leica ou Rolleiflex, o que, dentro do meu parco conhecimento fotografico de laboratorio da UFRGS explicaria um pouco a felicidade diante daquele objeto com cara de 'seculo passado'. (e a Bruna adora blame me pq eu sou mais do inicio do seculo passado do que ela.)
Eu nao entendi muito bem, mas segui perguntando.
- 'Ok, pequena gafanhota, o que essa camera faz que as outras nao fazem?'
- 'ela tira foto com flashes coloridos! e com olho de peixe!'
Ahm. Tudo faz sentido. 'Nao é felicidade, é fluoxetina', como diz o about me no orkut do amigo de uma amiga. Falou em flash colorido e eu ja estava pulando com ela e dizendo 'Eu quero! Eu quero! Eu quero!'. Apesar de ainda achar mais originais os metodos tradicionais de fotografar-revelar-filme-revelar-foto e aquela coisa toda que acontecia no laboratorio fotografico... Pulemos essa parte e cheguemos a conclusao deste post: saimos desta etapa de convivencia um pouco mais analogicas do que antes.
Eu apaixonada pela 'kodak descartavel com flashes coloridos' dela.
Ela, por um caderninho com edicoes numeradas meu que significa filosoficamente que um jamais sera igual ao outro (por mais que sejam identicos).
Eu sabia que Caio e o Schopenhauer se orgulhariam da gente.
Arixx
Estou com um problema meio complexo de resolver. Apesar das insistentes tentativas de explicar aos amigos brasileiros que nao mudei meu nome para 'arix' e que o 'x' no final quer dizer 'beijo' e 'xx' beijos, as pessoas insistem em escrever de volta me chamando de Arix ou Arixx. É meio constrangedor explicar, parece que eu estou querendo 'ensinar' as pessoas como mandar beijos em ingles. O x e o xx deveriam passar despercebidos como letra, mas sim serem vistos como icones. Icones virtuais para signos reais, mas nao por isso menos icones. Significantes virtuais de um significado real. E nao uma letra a mais do meu 'little goddess' (GREGO, 2008) nickname 'Ari'.
A Bruna tem uma teoria sobre esse desconforto.
Segundo ela, ele é ainda vestigio das quatro letrinhas. 'Bem vindo ao sistema Audixxxxx', um sistema de correio de voz cuja assistente virtual nos irritava profundamente. É. Adoravamos tanto a voz da moca que a Bruna chegou a dizer que Audix seria o nome do proximo cachorro dela...
BTW, em Londres 5 graus e uma gafanhota a menos para animar a populacao.
E nos proximos posts:
- os 5 motivos pq Bruna quer se mudar pra Londres 'no ano passado'.
- Paris para os mais afoitos e menos desenvolvidos.
- incursoes amorosas pra comecar 2008.
Voila, cheers com champagne (hic) na mao!
Ari(xx)
- testando uma nova assinatura.
A Bruna tem uma teoria sobre esse desconforto.
Segundo ela, ele é ainda vestigio das quatro letrinhas. 'Bem vindo ao sistema Audixxxxx', um sistema de correio de voz cuja assistente virtual nos irritava profundamente. É. Adoravamos tanto a voz da moca que a Bruna chegou a dizer que Audix seria o nome do proximo cachorro dela...
BTW, em Londres 5 graus e uma gafanhota a menos para animar a populacao.
E nos proximos posts:
- os 5 motivos pq Bruna quer se mudar pra Londres 'no ano passado'.
- Paris para os mais afoitos e menos desenvolvidos.
- incursoes amorosas pra comecar 2008.
Voila, cheers com champagne (hic) na mao!
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