E, é claro, o único show interessante (Drexler, of course) teve os ingressos esgotados em duas horas.
Showing posts with label POA. Show all posts
Showing posts with label POA. Show all posts
Sunday, July 20, 2008
Onde eu morro um pouquinho por dentro com a agenda musical de Porto Alegre para o restante do ano de 2008
E, é claro, o único show interessante (Drexler, of course) teve os ingressos esgotados em duas horas.
Tuesday, May 06, 2008
conversa de domingo, pós futebol
rafa diz:
seja meu bode expiatório
pago bem.
caio diz:
hm. podes pagar em fuzilamento expresso da torcida do inter que não cessa de buzinar nos meus ouvidos?
rafa diz:
foram 8 gols, meu caro.
ouvi algumas buzinadas palmeirenses tb.
caio diz:
poderiam ter sido 69 gols
ainda assim não é civilizado
rafa diz:
estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
que é civilidade.
caio diz:
que ao menos o homoerotismo trouxesse às comemorações alguma, sei la, finesse.
sabe, high fives silenciosos. talvez um yay mas contido. um brinde.
afinal de contas, estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
rafa diz:
se corressem nus, eu assistiria.
caio diz:
pintos balançando não são assistíveis.
é uma das regras de freud: se os pais forem surpreendidos no meio do sexo pelo filho pequeno, é sempre SEMPRE a mãe que deve acudi-lo
a última coisa que o filho quer ver é um homem peludo de pau de fora caminhando na sua direção
rafa diz:
que seja seu pai, claro.
tire os pêlos, e a imagem ahn..
ok, sao tempos difíceis.
caio diz:
agora: se os jogadores estivessem vestidos e sentados em circulos no campo lendo e comentando, digamos, a poesia de t.s. eliot - aí sim o futebol seria assistível e apreciável
e, vá lá, numa tarde especialmente inspirada (leituras de dostoievski a partir de nietzsche), a gente se permitiria uma buzina ou duas.
rafa diz:
não imagino os jogadores discutindo poesia, confesso
- é a gente tamo analisando o simbolismo de eliot. tem umas inspiração meio francesa, né? eu se questiono de onde vem.
caio diz:
bom, aí entraria o técnico. ao invés de treinar a equipe no 4-2-2 ofensivo, dois alas subindo para o ataque, ele concentraria suas preleções na semiótica, crítica literária e, para os jogos fora de casa, ontologia
ontologia é a retranca filosófica
e a metafísica equivale a xingar a mãe do juiz
rafa diz:
podes bolar um plano de propedêutica literária aplicada ao futebol.
mas compreender o porquê das coisas não deve ser a melhor das aptidões daqueles que correm atras da bola porque ela deve encostar na rede.
o mundo é só o que se apresenta, sem deveres.
caio diz:
kant te odeia nesse momento.
no final das contas, tudo se resume a monty python.
e bola pra frente que o jogo só acaba quando termina.
seja meu bode expiatório
pago bem.
caio diz:
hm. podes pagar em fuzilamento expresso da torcida do inter que não cessa de buzinar nos meus ouvidos?
rafa diz:
foram 8 gols, meu caro.
ouvi algumas buzinadas palmeirenses tb.
caio diz:
poderiam ter sido 69 gols
ainda assim não é civilizado
rafa diz:
estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
que é civilidade.
caio diz:
que ao menos o homoerotismo trouxesse às comemorações alguma, sei la, finesse.
sabe, high fives silenciosos. talvez um yay mas contido. um brinde.
afinal de contas, estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
rafa diz:
se corressem nus, eu assistiria.
caio diz:
pintos balançando não são assistíveis.
é uma das regras de freud: se os pais forem surpreendidos no meio do sexo pelo filho pequeno, é sempre SEMPRE a mãe que deve acudi-lo
a última coisa que o filho quer ver é um homem peludo de pau de fora caminhando na sua direção
rafa diz:
que seja seu pai, claro.
tire os pêlos, e a imagem ahn..
ok, sao tempos difíceis.
caio diz:
agora: se os jogadores estivessem vestidos e sentados em circulos no campo lendo e comentando, digamos, a poesia de t.s. eliot - aí sim o futebol seria assistível e apreciável
e, vá lá, numa tarde especialmente inspirada (leituras de dostoievski a partir de nietzsche), a gente se permitiria uma buzina ou duas.
rafa diz:
não imagino os jogadores discutindo poesia, confesso
- é a gente tamo analisando o simbolismo de eliot. tem umas inspiração meio francesa, né? eu se questiono de onde vem.
caio diz:
bom, aí entraria o técnico. ao invés de treinar a equipe no 4-2-2 ofensivo, dois alas subindo para o ataque, ele concentraria suas preleções na semiótica, crítica literária e, para os jogos fora de casa, ontologia
ontologia é a retranca filosófica
e a metafísica equivale a xingar a mãe do juiz
rafa diz:
podes bolar um plano de propedêutica literária aplicada ao futebol.
mas compreender o porquê das coisas não deve ser a melhor das aptidões daqueles que correm atras da bola porque ela deve encostar na rede.
o mundo é só o que se apresenta, sem deveres.
caio diz:
kant te odeia nesse momento.
no final das contas, tudo se resume a monty python.
e bola pra frente que o jogo só acaba quando termina.
Friday, April 18, 2008
Wednesday, March 26, 2008
Wednesday, March 19, 2008
Orwell tinha razão: eu sou uma música dos Los Hermanos
Eu descobri que o google me tem all figured out. Descobri que cada clique que eu dei pela internetosfera nos últimos, sei lá: séculos, está registrado em uma coisa que certamente é contra a lei mas quem em sã consciência processiaria o gúgou? E tenho certeza que eles têm tudo amarradinho e que bisbilhotar a vida alheia consta em alguns dos parágrafos miúdos de termos e condições que eu aceitei sem ler. Maldito analfabetismo.
Anywho, eu fiquei decepcionado (vai: um pouco orgulhoso, mas decepcionado nevertheless) com a boamocice do meu histórico. Eu sou quase uma música dos Los Hermanos. E tirado uma coisa que outra que não faz absolutamente nenhum sentido ('um cemitério de sensações?', hein? oi?) e uma declaração de amor (o blogue da Bruna nos top clicks), eu sou praticamente um exemplo de responsabilidade artê-internética.
Sentimento de mil vós apertando simultaneamente as minhas bochechasTuesday, February 26, 2008
Ari: manja o que eu encontrei
Bruna, veja como as coisas são: depois que a Ari bebeu o mundo disfarçada atrás daquela carinha de santa[1] e trocou selinho com almas que aqui não mencionarei, e Caio babou por seres que acabaram atuando como motoristas devido ao nível alcoólico no sangue dos donos dos carros, e a dona da festa terminou ajoelhada no banheiro vomitando, e a coisa toda evoluiu com champagne sendo tomada direto do gargalo na frente do Cord (deus...) e logo em seguida na NEO (maria...), onde Bruninha celebrava seu aniversário benloca (porque tu tava mesmo, mais que de costume, e com espelhos no teto - epa) e logo dona Ariane sumiu para aprontar das suas e no dia seguinte ninguém se lembrava de mais nada e é por isso que eu resolvi formalizar a história de dois – três? – anos atrás para a posteridade. Olá.
______
[1] A coisa foi tão pesada, mind you, que houve uma troca de e-mails no dayafter para esclarecer quem ela havia beijado – porque a princípio, né dona Ariane, o pessoal tentou negar. Mas he – temos o e-mail guardado até hoje como prova.
[1] A coisa foi tão pesada, mind you, que houve uma troca de e-mails no dayafter para esclarecer quem ela havia beijado – porque a princípio, né dona Ariane, o pessoal tentou negar. Mas he – temos o e-mail guardado até hoje como prova.
Sunday, February 17, 2008
onde eu recomendo cds para as duas pessoas que nos lêem (oi ari! oi bru!)
O que tem tocado constantemente na minha cabeça (junto de algumas vozes que eu costumo ignorar - ordens médicas) e que eu preciso (mas nem tanto, enfim) compartilhar.
Felicidades : Cuentos Borgeanos
As boas bandas 100% argentinas andam em severa baixa ultimamente. Porque Gotan Project é metade francês, e Bajofondo é metade uruguaio, e José González é metade sueco, e Federico Aubele não sustenta nada sozinho (mas deve gostar, ah isso deve). Então o novo do Cuentos Borgeanos é uma boa notícia. Bom: metade boa notícia, porque o segundo CD da banda, Misantropía, continua sendo muy mejor. Mas enfim - eles merecem só pelo nome da banda.
The Shepherd's Dog : Iron & Wine
Porque também os EUA, ultimamente (sempre?), têm deixado a desejar musicalmente. E porque são poucas bandas (cantores, enfim) que conseguem fazer do banjo e de referências à bíblia algo interessante. E porque é de uma das faixas desse CD (Innocent Bones) que saiu uma das frases mais geniais dos últimos 15 minutos: "And how it ain't one dog who's good at fucking and denying who he's thinking of".
Felicidades : Cuentos BorgeanosAs boas bandas 100% argentinas andam em severa baixa ultimamente. Porque Gotan Project é metade francês, e Bajofondo é metade uruguaio, e José González é metade sueco, e Federico Aubele não sustenta nada sozinho (mas deve gostar, ah isso deve). Então o novo do Cuentos Borgeanos é uma boa notícia. Bom: metade boa notícia, porque o segundo CD da banda, Misantropía, continua sendo muy mejor. Mas enfim - eles merecem só pelo nome da banda.
The Shepherd's Dog : Iron & WinePorque também os EUA, ultimamente (sempre?), têm deixado a desejar musicalmente. E porque são poucas bandas (cantores, enfim) que conseguem fazer do banjo e de referências à bíblia algo interessante. E porque é de uma das faixas desse CD (Innocent Bones) que saiu uma das frases mais geniais dos últimos 15 minutos: "And how it ain't one dog who's good at fucking and denying who he's thinking of".
Friday, January 25, 2008
José González @ Santander Cultural
É sempre engraçado ver uma horda de indies reunidos com o sol ainda alto, naquele horário meio confuso onde congestionamento encontra happy hour. E todos ali, all-star e cabelo cuidadosamente descuidado, esperando que o Santander liberasse a entrada para o show do José González. Pontualmente às 19:09[1] o sueco-argentino subiu no palco (banquinho, violão, luzes meio toscas passando do azul pro amarelo) e começou o setlist de 13 músicas cuja ordem eu não memorizei[2]. Mistura do primeiro (Veneer) com o segundo álbum (In our nature), muito imbuído da aura bossa cool Elliot Smith Nina Simone. E desconforto, muito desconforto. Impressão mesmo de que ele gostaria de sumir dali, muito gauchemente.
- It feels like a church in here.
(Risadas nervosas do público)
- A church of money.
E depois ele ainda semi-reclamou que “you’re such a polite crowd”. Mas poxa, deixa o menino se sentir desconfortável. Que mais se esperaria de um indie sueco-argentino? Passinhos de mambo?
Comentário aleatório 1: achei peculiar a relação entre Praça da Alfândega e Suécia instituída nesses últimos meses. Primeiro com a exposição monográfica do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström no MARGS, por ocasião da 6ª Bienal[3], e agora com o José González logo ao lado, no Santander Cultural. Como isso tudo eventualmente pode se relacionar com loiras peitudas e garrafas de vodka eu não sei. Mas deve ser questão de tempo. Hopefully.
Comentário aleatório 2: tinha um enorme painel atrás do palco do José González[4] com o logo “de verão” do Santander. Eu não vou colá-lo aqui porque meus apurados sentidos estéticos mo[5] inibem, então vocês procurem lá no www deles e depois concordem comigo: farofada. Tipo aquelas praias que mostram flashes da cidade na tv com sonoplastia muito ruim? E sempre tem uma tia velha com uma bunda do tamanho do carrinho de sorvete cheia de varizes se levantando e tirando a areia de dentro do intestino delgado dela? E isso de alguma maneira escapa da edição final? Então. Transponham isso para um logo[6] e eis como se afunda um projeto gráfico.
Comentário aleatório 3: Santander é um anagrama de nerd Satan.
______
[1] Olá, parem para pensar: todos os minutos são pontuais.
[2] Juro que tentei make you proud, Bruna, mas depois da terceira eu já tinha me esquecido da primeira e a transição das luzes estava realmente me enchendo o saco.
[3] Eu meio que me odeio um pouquinho por ter dito “por ocasião de...”.
[4] Não, eu não consegui ficar confortável chamando ele só de José ou só de González. Eu tenho essa coisa formal às vezes.
[5] Machadiano!
[6] Abrimos a discussão para a questão ‘o logo’ ‘a logo’? Não. Ok.
- It feels like a church in here.
(Risadas nervosas do público)
- A church of money.
E depois ele ainda semi-reclamou que “you’re such a polite crowd”. Mas poxa, deixa o menino se sentir desconfortável. Que mais se esperaria de um indie sueco-argentino? Passinhos de mambo?
Comentário aleatório 1: achei peculiar a relação entre Praça da Alfândega e Suécia instituída nesses últimos meses. Primeiro com a exposição monográfica do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström no MARGS, por ocasião da 6ª Bienal[3], e agora com o José González logo ao lado, no Santander Cultural. Como isso tudo eventualmente pode se relacionar com loiras peitudas e garrafas de vodka eu não sei. Mas deve ser questão de tempo. Hopefully.
Comentário aleatório 2: tinha um enorme painel atrás do palco do José González[4] com o logo “de verão” do Santander. Eu não vou colá-lo aqui porque meus apurados sentidos estéticos mo[5] inibem, então vocês procurem lá no www deles e depois concordem comigo: farofada. Tipo aquelas praias que mostram flashes da cidade na tv com sonoplastia muito ruim? E sempre tem uma tia velha com uma bunda do tamanho do carrinho de sorvete cheia de varizes se levantando e tirando a areia de dentro do intestino delgado dela? E isso de alguma maneira escapa da edição final? Então. Transponham isso para um logo[6] e eis como se afunda um projeto gráfico.
Comentário aleatório 3: Santander é um anagrama de nerd Satan.
______
[1] Olá, parem para pensar: todos os minutos são pontuais.
[2] Juro que tentei make you proud, Bruna, mas depois da terceira eu já tinha me esquecido da primeira e a transição das luzes estava realmente me enchendo o saco.
[3] Eu meio que me odeio um pouquinho por ter dito “por ocasião de...”.
[4] Não, eu não consegui ficar confortável chamando ele só de José ou só de González. Eu tenho essa coisa formal às vezes.
[5] Machadiano!
[6] Abrimos a discussão para a questão ‘o logo’ ‘a logo’? Não. Ok.
Tuesday, January 22, 2008
POA?
E nao eh q de uma hora pra outra POA parece fazer mais sentido do que London-Paris?
Mas prometo q era so saudade do meu irmao!
A jornada antropofagic---, digo, antropologica e filosofica continua...
Mas prometo q era so saudade do meu irmao!
A jornada antropofagic---, digo, antropologica e filosofica continua...
Monday, January 21, 2008
vidas passadas

quando meu cabelo ainda era comprido e eu ainda tinha minhas dog tags do oscar wilde no pescoço, quando o caio nem se metia a francesinho e assinava purchase orders pra mim, quando a ari recém estava se encaminhando para o além-mar e nos entretendo diariamente com suas histórias de goddess. prefácio, cidade baixa, primórdios do poalondonparis.
good times!
Wednesday, January 09, 2008
marketing stunt
da série alternativas possíveis:
e se o misterioso furto das obras de picasso e portinari do acervo do masp, e sua não menos confusa recuperação, não passasse de um golpe de marketing?
porque é fato sabido, vox populi, que as dívidas do museu se aproximam dos R$ 10 milhões, e que a visitação às exposições permanentes tem diminuido ao longo dos anos.
além do quê, there's no such thing as bad publicity. e todos sabemos como é difícil encaixar arte na pauta dos grandes meios de comunicação.
é triste pensar que seja preciso levar a arte às colunas policiais para se fazer dela um tema de discussão do público em geral.
e se o misterioso furto das obras de picasso e portinari do acervo do masp, e sua não menos confusa recuperação, não passasse de um golpe de marketing?
porque é fato sabido, vox populi, que as dívidas do museu se aproximam dos R$ 10 milhões, e que a visitação às exposições permanentes tem diminuido ao longo dos anos.
além do quê, there's no such thing as bad publicity. e todos sabemos como é difícil encaixar arte na pauta dos grandes meios de comunicação.
é triste pensar que seja preciso levar a arte às colunas policiais para se fazer dela um tema de discussão do público em geral.
Friday, December 28, 2007
onde paris, texas se converte em paquistão, rs.
assassinaram a benazir bhutto no paquistão e jogaram um coquetel molotov na faculdade de engenharia da UFRGS. coincidência?
também me acusaram de não ligar para o paquistão porque eu havia declarado que a mulher, depois de roubar algo como um bilhão de dólares (ou rúpias, sei lá), ainda assim decide voltar para hellhole-paquistão. então enfim – a morte não foi de todo desmerecida.
uh, polêmica.
mas falando em hellholes (uh, gancho), sábado parti numa indiada-tour 2007 pelo interior do RS. já sábado de manhã a rodoviária estava cheirando a fritura de pastel e grandes aglomerações humanas. peguei um ônibus para rio grande e, de lá, fui com amigos de carro para a fronteira, comprar bebida e chocolate (proporção de um chocolate para cada cinco garrafas – proporção que aumentou para 1:8 depois que descobrimos que as freixenet estavam em promoção se compradas em grande quantidade).
de volta a rio grande e então para pelotas. tem um outdoor na entrada da cidade, perto da rodoviária, que diz: bem-vindo a pelotas, terra do doce e do doce senhor jesus. o que nos faz vomitar um pouquinho. um tempo atrás, anos isso, decidiram cravar numa das entradas da cidade um mastro gigantesco com uma bandeira da cidade. aí a bandeira se perdeu, saiu voando ou se cansou, e a piada ficou pronta: o pau de deus no cu do mundo. então sim, uma cidade extremamente religiosa.
daí para camaquã (it keeps getting better & better), o ônibus lotado de senhoras idosas que decidiram compartilhar todas as operações às quais já tinham se submetido, o que é sempre um prazer de escutar. e outras se gabavam dos presentes que tinham comprado para os netos, dizendo que “o importante é ganhar uma coisinha. eles se divertem até com a caixa”. right. então ipod, visita à família e a proporção caindo drasticamente para 1:2. até chegar a 0:0, e então o natal estava oficialmente encerrado. porque essas coisas religiosas só são interessantes quando ninguém está sóbrio. é por isso que dão vinho na igreja, não sei se vocês sabiam.
enfim. e o paquistão, hein?
também me acusaram de não ligar para o paquistão porque eu havia declarado que a mulher, depois de roubar algo como um bilhão de dólares (ou rúpias, sei lá), ainda assim decide voltar para hellhole-paquistão. então enfim – a morte não foi de todo desmerecida.
uh, polêmica.
mas falando em hellholes (uh, gancho), sábado parti numa indiada-tour 2007 pelo interior do RS. já sábado de manhã a rodoviária estava cheirando a fritura de pastel e grandes aglomerações humanas. peguei um ônibus para rio grande e, de lá, fui com amigos de carro para a fronteira, comprar bebida e chocolate (proporção de um chocolate para cada cinco garrafas – proporção que aumentou para 1:8 depois que descobrimos que as freixenet estavam em promoção se compradas em grande quantidade).
de volta a rio grande e então para pelotas. tem um outdoor na entrada da cidade, perto da rodoviária, que diz: bem-vindo a pelotas, terra do doce e do doce senhor jesus. o que nos faz vomitar um pouquinho. um tempo atrás, anos isso, decidiram cravar numa das entradas da cidade um mastro gigantesco com uma bandeira da cidade. aí a bandeira se perdeu, saiu voando ou se cansou, e a piada ficou pronta: o pau de deus no cu do mundo. então sim, uma cidade extremamente religiosa.
daí para camaquã (it keeps getting better & better), o ônibus lotado de senhoras idosas que decidiram compartilhar todas as operações às quais já tinham se submetido, o que é sempre um prazer de escutar. e outras se gabavam dos presentes que tinham comprado para os netos, dizendo que “o importante é ganhar uma coisinha. eles se divertem até com a caixa”. right. então ipod, visita à família e a proporção caindo drasticamente para 1:2. até chegar a 0:0, e então o natal estava oficialmente encerrado. porque essas coisas religiosas só são interessantes quando ninguém está sóbrio. é por isso que dão vinho na igreja, não sei se vocês sabiam.
enfim. e o paquistão, hein?
Monday, December 17, 2007
Subscribe to:
Posts (Atom)