rafa diz:
seja meu bode expiatório
pago bem.
caio diz:
hm. podes pagar em fuzilamento expresso da torcida do inter que não cessa de buzinar nos meus ouvidos?
rafa diz:
foram 8 gols, meu caro.
ouvi algumas buzinadas palmeirenses tb.
caio diz:
poderiam ter sido 69 gols
ainda assim não é civilizado
rafa diz:
estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
que é civilidade.
caio diz:
que ao menos o homoerotismo trouxesse às comemorações alguma, sei la, finesse.
sabe, high fives silenciosos. talvez um yay mas contido. um brinde.
afinal de contas, estamos tratando de um jogo onde homens correm atras de uma bola.
rafa diz:
se corressem nus, eu assistiria.
caio diz:
pintos balançando não são assistíveis.
é uma das regras de freud: se os pais forem surpreendidos no meio do sexo pelo filho pequeno, é sempre SEMPRE a mãe que deve acudi-lo
a última coisa que o filho quer ver é um homem peludo de pau de fora caminhando na sua direção
rafa diz:
que seja seu pai, claro.
tire os pêlos, e a imagem ahn..
ok, sao tempos difíceis.
caio diz:
agora: se os jogadores estivessem vestidos e sentados em circulos no campo lendo e comentando, digamos, a poesia de t.s. eliot - aí sim o futebol seria assistível e apreciável
e, vá lá, numa tarde especialmente inspirada (leituras de dostoievski a partir de nietzsche), a gente se permitiria uma buzina ou duas.
rafa diz:
não imagino os jogadores discutindo poesia, confesso
- é a gente tamo analisando o simbolismo de eliot. tem umas inspiração meio francesa, né? eu se questiono de onde vem.
caio diz:
bom, aí entraria o técnico. ao invés de treinar a equipe no 4-2-2 ofensivo, dois alas subindo para o ataque, ele concentraria suas preleções na semiótica, crítica literária e, para os jogos fora de casa, ontologia
ontologia é a retranca filosófica
e a metafísica equivale a xingar a mãe do juiz
rafa diz:
podes bolar um plano de propedêutica literária aplicada ao futebol.
mas compreender o porquê das coisas não deve ser a melhor das aptidões daqueles que correm atras da bola porque ela deve encostar na rede.
o mundo é só o que se apresenta, sem deveres.
caio diz:
kant te odeia nesse momento.
no final das contas, tudo se resume a monty python.
e bola pra frente que o jogo só acaba quando termina.
Tuesday, May 06, 2008
Tuesday, April 29, 2008
título de residência = JESUS
daí que o cara da imigração nem 'oi' me deu. nem oi! só carimbou a droga do passaporte, no questions asked. recomendo.
Thursday, April 24, 2008
Damn you globalização
Oi: que mundo é este onde eu fico sabendo que Os Mutantes lançaram um novo single através de um site gringo?
No pub, la pela terceira pint de Guinness
- Can I have a Guinness, please?
- Pede num plastic glass!
- Pra que?
- Ai, sei la, esses copos aqui... Jura q sao lavados direito... Corre o risco de pegar aquela doenca... Aquela q se pega no beijo tb...
- Hmmm... To tentando lembrar o nome...
- Ai... Como eh mesm--
(chega a cerveja)
- ai, meningite... nao... estafilococos? ai, nao... por dios, q sac--
- ASPAS?
- Hein?
- Eh, aquela q a gente pode pegar se alguem tem, pelo beijo.
- Ahm... tu quis dizer HERPES?
Nao conseguimos continuar o dialogo devido as interminaveis gargalhadas. E muito menos lembrar o nome da p***a da doenca...
- Pede num plastic glass!
- Pra que?
- Ai, sei la, esses copos aqui... Jura q sao lavados direito... Corre o risco de pegar aquela doenca... Aquela q se pega no beijo tb...
- Hmmm... To tentando lembrar o nome...
- Ai... Como eh mesm--
(chega a cerveja)
- ai, meningite... nao... estafilococos? ai, nao... por dios, q sac--
- ASPAS?
- Hein?
- Eh, aquela q a gente pode pegar se alguem tem, pelo beijo.
- Ahm... tu quis dizer HERPES?
Nao conseguimos continuar o dialogo devido as interminaveis gargalhadas. E muito menos lembrar o nome da p***a da doenca...
Cheers, Supergrass...
Well, well, adoraria ser a Bru numa hora dessas, ou pelo menos te-la por perto para usar como ghostwriter. Como ela nao chegou a tempo pra me acompanhar no show, vamos ver o q eu consigo fazer…
Comeco contando que ontem era dia de Sao Jorge e como boas inglesas que somos, fomos pro pub beber o santo antes do show comecar. Chegamos no finalzinho da banda Seargents, que abriu pro Supergrass, e eu pessoalmente achei-a depre e inglesinha e blasezinha demais, mas a Carina gostou. Como ela eh faz parte do meio musical e eu so flerto (!!) com ele , acho que pode ser considerada para quem quiser conhecer 'a titulo de curiosidade' (ja que quando a gente escreve sobre musica ou arte eh livre para fazer criticas construtivas ou destrutivas, me faco valer desse direito. Nao gostei pq me deixou down. Eh um bom argumento? :P Prosseguindo...)
Pontualmente britanicos, nine o'clock entraram os guris do Supergrass. Ja nos primeiros momentos tive a certeza de que o pocket show que assisti ha algumas semanas, DE GRACA, em Camden, foi de uma qualidade acustica infinitamente melhor. Motivo obvio: a estrutura da Koko, que used to be a theatre, nao se compara ao Astoria.
- 'O show do Supergrass foi no Opiniao', comentou a Carina num acesso de bairrismo explicito.
Ok, um Opiniao umas 3 vezes maior, mas a estrutura e acustica muito parecidas mesmo. (alguem falou em bairrismo aqui?) A diferenca de qualidade de som de um teatro pra um 'ginasiozao' eh indiscutivel. Ainda assim, Supergrass sempre eh um show super bacana de se assistir. Os fas ingleses de carteirinha, alguns impressionados com o fato da banda 'fazer sucesso no Brasil' (!!), e mais ainda ao nos verem singing along com os caras, disseram o mesmo. Isso a gente nem comenta, afinal Supergrass eh definitivamente 'prata da casa'...
Quanto ao setlist, o Gaz Coombes mostra-se empolgadissimo com o novo filho, Hoo Ha Man, super aclamado por fas e critica por aqui. Uma empolgacao madura, nada mecanica e que me faz orgulhosa de sentir uma banda que curto ha quase 15 anos adulta, porem com a mesma verve juvenil, sem cair no cliché da 'introspeccao' a que muitas vezes a 'experiencia' leva o roque (e os roqueiros), na minha modesta e nada especializada opiniao.
Varias musicas do novo album ainda nao estao 'tao' na boca da galera quanto 'Pumping on the stereo', mas grande coisa. O Gaz segue daquele jeito inglesamente querido, continua tocando o que gosta pra quem gosta de ouvir e nem cogitou levar pro palco os hitzinhos Alright e Grace desta vez. Certo q eu esperava ouvir uma das duas (Alright de preferencia), pois marcou muito meus bons tempos de Fabico… Mas na sequencia veio 'Moving' e, confesso, diante do baixista Micky Quinn, lagriminhas encheram os olhos.
Eu jamais poderia ser critica de musica, como da pra notar neste texto (alias, critica desta ou de qquer coisa, na verdade), pois nao consigo me concentrar tanto na qualidade do som quanto no sentimento que cada acorde me provoca… Dessa vez nao foi diferente e me deixei levar e relembrar coisas boas que aconteceram ao som de Supergrass. Pra completar a magia, no final do show, a palheta do baixista eh arremessada pro publico e cai na minha frente, aos meus pes, diante da grade de protecao. O seguranca pega e entrega na minha mao (apos alguns 'plisplispliiiiiiiiiiiiis', claro). Minutos apos, apesar dos meus hitzinhos nao terem comparecido, o bis veio com 'Caught by the fuzz', anunciado com todo o carinho que o primeiro single que projetou os garotos pro mundo merece. E cantado, e celebrado, e pulado e vibrado pelo publico likewise.
Super, super, super MESMO! :)
Monday, April 21, 2008
Aforismos para humilhação pública
Descobri que tinha me liquidado quando, dentre os 24,7gb de mp3 do meu ipod, escolhi conscientemente uma música dos Engenheiros do Hawaii pra tocar.
Friday, April 18, 2008
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